Pastor responde a acusações de ter estuprado sete crianças no Recife
O pastor evangélico suspeito de estuprar meninas, no Ibura, na Zona Sul do Recife, se pronunciou sobre o caso. O religioso, de 52 anos, preferiu não ser identificado, mas rebateu as denúncias contra ele. O homem negou ter estuprado as sete crianças e disse estar sendo vítima de uma falsa acusação. "Eu nunca fiquei só com uma criança dessas. Sempre respeitei todas as crianças", afirmou.
O suspeito afirmou ter morado no Ibura durante 25 anos e nunca ter se envolvido com crimes. Ele contou que, depois de ser apontado como estuprador, deixou a localidade, com medo de sofre represálias. Ainda segundo o pastor, uma mulher teria divulgado fotos dele como estuprador em uma escola do bairro e em uma rede social.
"Ela me ameaçou, gritando na rua, gritando meu nome, então eu fui orientado pela delegacia para que eu não ficasse até que tudo isso fosse apurado", contou. O pastor disse ainda que procurou um advogado e que vai entrar com um processo na justiça contra as pessoas que estão o acusando de estupro.
Entenda o caso
O pastor é acusado, por três mães, de ter estuprado sete meninas, entre seis e dez anos de idade. De acordo com a denúncia, o suspeito promovia encontros para evangelização de crianças na casa dele e violentava as meninas. Nos eventos, o pastor tomava banhos de piscina com as vítimas e praticava os abusos.
Os crimes cometidos pelo pastor só foram descobertos depois que uma das vítimas contou para a mãe. A mulher prestou uma queixa no Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA). Ela também descobriu que outras crianças tinham sido violentadas, e que o pastor ameaçava as meninas, caso as vítimas revelassem para alguém os crimes cometidos por ele.
Nota da Polícia Civil
A Polícia Civil de Pernambuco investiga casos de violência sexual contra crianças praticada por um pastor da Igreja Pentecostal, no bairro do Ibura. Até o momento, foram formalizadas sete ocorrências contra o pastor, todas de crianças menores de 12 anos de idade e que frequentavam a instituição religiosa. As denúncias foram feitas pelos familiares das vítimas no Departamento de Polícia da Criança e Adolescente (DPCA). O delegado Ademir Soares está a frente das investigações. Exames periciais foram solicitados e a Polícia Civil irá se pronunciar somente na conclusão do inquérito. Não houve prisão até o momento.
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