Ator e professor brasileiro é morto em Angola
Segundo parentes e amigos, detalhes da morte dele ainda estão desencontrados
O professor de artes cênicas e ator goiano Adélcio Cândido, de 41 anos, conhecido como Yaru, foi encontrado morto na terça-feira (24), em Luanda, capital da Angola. Segundo amigos e parentes, os detalhes sobre o assassinato dele ainda não foram confirmados pelas autoridades locais, mas eles já tentam trazer o corpo do goiano para ser velado e enterrado em Goiânia.
Os familiares e conhecidos dele contaram que ficaram consternados ao saber da notícia. Uma sobrinha dele resumiu a dor dos parentes: “Ele era uma pessoa muito querida e não merecia isso”, afirmou.
O Gabinete de Assuntos Internacionais em Goiás informou, por meio de nota, que “já teve contato com familiares do goiano” e que aguarda encontro com eles para oferecer “a assistência que prestamos em casos desta natureza”.
Já o Itamaraty disse, também por meio de nota, que “a Embaixada do Brasil em Angola acompanha o caso”, que está prestando assistência aos parentes e que “a Embaixada mantém contato com as autoridades policiais angolanas, que investigam as circunstâncias do ocorrido”.
O professor, que estava morando em Luanda, teria ido a uma festa no último domingo (22) e não havia sido visto até terça-feira, quando o corpo dele foi encontrado, segundo informações dos amigos e parentes. A TV Anhanguera apurou que o goiano foi vítima de latrocínio e foi morto asfixiado.
A atriz, professora e colega dele de faculdade, Kelly Morais, de 37 anos, contou que ele estava morando e trabalhando em Luanda. “Todos descobrimos quando a amiga dele que morava com ele nos ligou para dar a notícias. Sabemos também que acharam o carro com alguns pertences, como celular, que já estão com a polícia, junto com suspeitos”, afirmou.
Outro amigo de Yaru, que está ajudando a família com os trâmites internacionais, contou que as informações ainda estão desencontradas, mas que estão fazendo de tudo para trazer o corpo do professor o quanto antes de volta para o Brasil.
“Há uma dificuldade muito grande por parte da embaixada brasileira em Luanda para nos fornecer as informações de liberação do corpo, de autopsia, que ainda não aconteceu. [...] Tudo está nos deixando cada vez mais angustiados, preocupados com essa situação. Precisamos de ajuda de qualquer que seja a esfera pública que possa nos apoiar, para que ele possa vir aqui para terra natal dele e perto de todos nós que gostamos muito dele”, disse.
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