Ministério Público se posiciona contra reabertura de Matadouro de Teotônio Vilela
O local havia sido fechado em março de 2018, durante a FPI do São Francisco
O Ministério Público de Alagoas, por meio do Promotor Ramon Formiga de Oliveira Carvalho, entrou com ação anulatória se posicionando contra a reabertura do Matadouro Público do município de Teotônio Vilela.
Em março de 2018, durante a FPI do São Francisco, o estabelecimento municipal foi interditado após constatação de diversas irregularidades, como ausência de licença ambiental funcionários sem equipamentos de segurança adequados. Em relatório apresentado pela ADEAL (Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas), de julho deste ano, foram apontados 35 pontos que precisavam ser resolvidos para a permissão de reabertura do matadouro.
A Prefeitura de Teotônio Vilela realizou reformas no abatedouro, mas, de acordo com a Promotoria de Justiça da cidade, os requisitos ainda não foram atendidos. O Judiciário determinou a reabertura do local neste domingo (23).
Segundo Ramon Formiga, não há justificativas para o pedido de urgência, alegado pela prefeitura municipal, que justifique a reabertura, determinada pela juíza Renata Malafaia, da Vara de Único Ofício de Teotônio. Entre as justificativas, o Município alegou o perigo do abate de carne clandestina e a criação do SIM (Serviço de Inspeção Municipal), que realiza a fiscalização do local, e que, por isso, deixou de se submeter à fiscalização da ADEAL após a reforma.
De acordo o MP, os atos do SIM são inválidos, uma vez que os servidores que compõe a equipe de inspeção devem ser concursados, por exercerem prerrogativa de poder de polícia, não cabendo a contratação de cargos em comissão para as funções de inspeção.
Além disso, lembra o MP que o município foi atuado pela ADEAL, e segundo relatório do órgão, não existe qualquer possibilidade de adequação para o funcionamento do matadouro naquele local. Também não consta qualquer documento do IMA autorizando a retomada das atividades do empreendimento.
Ramon argumenta ainda que o Município não demonstra interesse em cumprir a legislação ambiental: “Observa-se que a conduta do Município em buscar forçar o funcionamento de atividade poluidora em desrespeito às normas pertinentes é reiterada. Este mesmo expediente foi utilizado na tentativa de manter em funcionamento o vazadouro (lixão) de Teotônio Vilela, quando o Município ingressou com ação sob o mesmo fundamento falacioso de não haver local para destinar os resíduos sólidos, quando existem em Alagoas, diversos Centros de Tratamentos habilitados para tal”, escreveu.
A juíza Renata Malafaia Vianna informou ao 7Segundos que a decisão foi feita em caráter liminar, e que, depois da juntada de todos os documentos, a decisão pode mudar. A Prefeitura de Teotônio Vilela informou que não vai se pronunciar sobre o caso.
Veja também
Últimas notícias
Imagens mostram momento da colisão entre ônibus e carro na AL-101 Norte, em Maragogi
Vizinho é preso em flagrante após invadir casa e abusar de crianças sozinhas em Rio Largo
Homem é morto com quatro tiros, três na cabeça, no bairro Santa Amélia, em Maceió
Homem é assassinado com seis tiros na cabeça no bairro do Feitosa, em Maceió
Motociclista morre após colisão com carro em frente ao Mirante da Sereia, em Maceió
Briga entre irmãos termina em morte a facadas durante confraternização em Pilar
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
