Novo tratamento farmacológico freia propagação do câncer de pâncreas
Obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica estão relacionados ao câncer de pâncreas
Um novo estudo que incluiu uma terapia farmacológica demonstrou a possibilidade de reduzir significativamente a propagação do câncer de pâncreas.
Os pacientes diagnosticados com esta doença não sobrevivem em média mais que um ano.
O estudo, divulgado neste domingo (2), apontou que um terço dos pacientes que receberam o novo medicamento já tinham superado os dois anos de sobrevivência à doença, destacou uma pesquisadora.
O teste analisou especificamente pacientes com mutações no gene BRCA, que são hereditárias e sabe-se que aumentam as chances de contrair câncer de pâncreas, ovários, próstata e mama.
Mutações deste tipo levaram a atriz Angelina Jolie a se submeter a uma dupla mastectomia preventiva.
A mutação afeta a capacidade do corpo de reparar o DNA danificado, o que pode ocorrer por fatores como excesso de luz solar e exposição ao amianto, por exemplo.
"As células normais podem ser capazes de repará-lo, mas as células que têm a mutação não conseguem e logo começam a crescer anormalmente porque têm seu DNA danificado", disse à AFP a autora principal do estudo, Hedy Kindler, oncologista do University of Chicago Medical Center.
O teste foi realizado com mais de 3.300 pessoas com câncer de pâncreas, identificando cerca de 250 com o gene defeituoso.
Um grupo, escolhido ao acaso, recebeu o medicamento conhecido como olaparib e outro grupo, um placebo.
Descobriu-se que o olaparib, vendido pelo laboratório MSD com o nome "Lynparza", reduz o risco de progressão da doença em 47% em comparação com o grupo de controle.
Em pacientes que receberam o olaparib, a doença ficou controlada por quase o dobro do tempo em comparação com os pacientes que receberam o placebo.
Suzanne Cole, oncologista do Southwestern Medical Center, que não participou do estudo, disse que a pesquisa representava um grande avanço para os pacientes com câncer de pâncreas metastático.
Ela disse ainda que agora que se identificou a eficácia do medicamento, era importante que os médicos examinassem os pacientes para detectar a mutação a fim de identificar quem pode se beneficiar da terapia.
Kindler citou o caso de um paciente que viu seu irmão morrer antes de saber que sofria do mesmo tipo de câncer. Descobriu-se que ele tinha a mutação BRCA e foi incluído no teste.
"Cada vez que fazemos uma tomografia computadorizada, seu tumor diminui", disse Kindler. "Toma uma pílula duas vezes por dia e dois anos e meio depois ainda está por aí e leva uma vida normal".
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