Desfile de 7 de Setembro no Rio tem protesto e Witzel em tanque de guerra
O ato foi parte das mobilizações da 25ª edição do Grito dos Excluídos
No centro do Rio de Janeiro, o desfile de Sete de Setembro deste sábado (7) começou atrasado em uma hora e contou com a presença do governador Wilson Witzel (PSC), que chegou em um tanque de guerra e usando a faixa azul e branca de seu cargo.
?Nossas forças de segurança estão de parabéns. Vamos ter sempre aqueles que nunca estão contentes com nada e essas pessoas, se conseguirem fazer maioria, vão governar. Por enquanto quem governamos somos nós, e nós vamos governar com a maioria, para o bem da população?, disse ele à imprensa após a comemoração.
Em uma rua transversal ao lado, vestindo preto, algumas centenas de jovens ligados à UNE (União Nacional dos Estudantes), partidos de esquerda e outros manifestantes ocuparam um quarteirão para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Quando o evento acabou, eles entraram na avenida e andaram no sentido contrário ao desfile.
O ato foi parte das mobilizações da 25ª edição do Grito dos Excluídos, que tem manifestações programadas em 132 cidades do país, de acordo com levantamento da Central de Movimentos Populares (CMP).
No início da manhã, uma barreira de policiais, gradis e mais uma linha de militares faziam o limite entre o grupo e a comemoração do Dia da Independência, mas até então a circulação era livre.
Por volta das 11h, os agentes cercaram a área e passaram a impedir que manifestantes atravessassem entre a rua do protesto e a avenida do evento, gerando irritação. Às 12h, conforme combinado, os policiais abriram a barreira para o início da caminhada até a Praça Mauá.
O clima ficou um pouco mais tenso em dois momentos: quando um apoiador do presidente com uma camiseta do PSL se aproximou e gritou ?mito?, provocando vaias do grupo, e quando dois policiais passaram no meio do protesto, gerando gritos de ordem, mas a situação logo se normalizou.
Amazônia, educação e população indígena foram algumas das políticas criticadas pelos manifestantes, que também incluíam movimentos LGBTQ+. Alguns ainda carregavam bandeiras do Brasil, nos últimos anos associada a protestos da direita.
?Ah mas que vergonha, governo Bolsonaro só destrói a Amazônia?, ?Quero estudar para ser inteligente, porque de burro já basta o presidente? e ?Não é mole não, tem dinheiro pra milícia mas não tem pra educação? foram alguns dos cantos entoados.
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