[Vídeo] Caso Vandiele: delegado afirma que poderá levar suspeitos para fazer reconstituição do crime
Everton Gonçalves afirma que investigações são mais complexas do que o que se esperava
Após coletiva de imprensa com Cléber José de Souza Braga Júnior, um dos suspeitos da morte do professor e suplente de vereador Vandiele Silva Araújo Rocha, o delegado regional de Arapiraca, Everton Gonçalves afirmou que as investigações do homicídio estão sendo mais complexas que o esperado e que, entre os passos da investigação, deverá fazer uma acareação entre Cléber e Wallaph Magno Almeida de Souza, e levar os dois suspeitos para fazer uma reconstituição do crime (assista o vídeo ao final da matéria).
"No começo parecia ser um crime simples de ser elucidado, mas com esse tanto de divergência entre os acusados e tendo em vista que não temos testemunhas oculares do que ocorreu, demanda um pouco mais de tempo para esclarecer quem fez o quê, já que um acusa o outro. Wallaph inicialmente apontou Cléber como autor das facadas e o Cléber, ao ser preso, foi interrogado pelo delegado de São Paulo e falou ainda na entrevista para vocês que Wallaph foi o autor das facadas e do homicídio", afirmou.
Para esclarecer o assassinato de Vandiele Rocha, o delegado afirmou que está aguardando reultados de laudos periciais e que ainda irá fazer diligências. Também afirmou que é possível que coloque os dois suspeitos frente a frente e faça uma acareação para tentar esclarecer as divergências das versões apresentadas por eles e não descarta a hipótese de fazer uma reconstituição do crime.
Na manhã desta terça-feira (1º), Cléber Braga Júnior falou com a imprensa na Central de Polícia de Arapiraca. Ele foi preso no último dia 18, em Praia Grande (SP) e transferido agora para Alagoas. Na entrevista coletiva, ele acusa Wallaph de ser o autor das facadas que mataram o professor e afirma ter sido ameaçado de morte por ele, caso revelasse como o crime aconteceu.
Cléber afirmou que era a segunda vez que encontrava com Wallaph, quando o crime aconteceu. Ele relatou que na noite do dia 29 de agosto estava bebendo e conversando com ele em um posto de combustíveis, quando o professor Vandiele e o amigo dele, se aproximaram. Cléber disse que estava contando que trabalha fazendo instalação de câmeras de segurança e que o professor ouviu e perguntou sobre como poderia fazer um orçamento. Eles teriam começado a conversar e depois surgiu o convite para beber na casa do amigo do professor. Já na madrugada do dia 30 de agosto, o professor propôs que eles continuassem a beber na casa dele, e o grupo foi, no veículo de Vandiele, o Fiat Mobi, de cor branca.
"O Wallaph queria roubar o carro dele. A gente tava no carro e ele disse: 'vamos pegar o carro dele', e eu respondi: 'meu amigo, a gente vai para a casa do cara para tomar uma, fica sossegado'", relata Cléber.
Após algum tempo na casa do professor, Cléber conta que o amigo da vítima disse que estava cansado e que iria dormir. Os três ficaram bebendo e Cléber disse ter pedido para usar o banheiro e tomar um banho na casa do professor e, quando voltou, teria presenciado Wallaph cometendo o crime.
"Ele estava agarrando o professor pelo pescoço e já tinha a facada na barriga, do lado esquerdo. Wallaph estava com a faca na mão e eu pedi para que ele soltasse o professor, porque ira dar o maior BO para mim, porque respondo por tráfico. O professor, agoniado, ainda falou: 'tenho dois filhos para criar' e eu também falei para ele soltar. Wallaph respondeu: 'nem um, nem outro'. Olhou para a minha casa e deu uma facada no pescoço dele, depois puxou a faca e empurro de novo no pescoço", afirma Cléber.
Na versão dele, após o crime, Wallaph pegou as chaves do carro do professor e esqueceu o telefone na mesa antes de fugir. Ao fazer uma manobra de ré, ele teria quebrado o retrovisor direito e eles saíram do local. Cléber conta que estavam passando pela casa de um conhecido dele e pediu para ficar no local. "Ele foi dizendo no caminho: 'se você me entregar eu te mato' e quando passamos na casa do meu colega pedi para ele me deixar lá. Meu colega ainda viu ele com a roupa toda suja de sangue e escutou ele ameaçando me matar, caso eu o entregasse à polícia", declarou.
Essa versão é bem diferente da apresentada por Wallaph, que se apresentou espontaneamente à polícia no dia 05 de setembro e que está respondendo em liberdade. Na versão dele, Cléber é que teria sido o autor das facadas contra o professor e alega ter sido atingido na perna ao tentar defender a vítima. Para a imprensa, Cléber disse que Wallaph teria se cortado ao quebrar uma garrafa antes do crime.
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