Empresário e policiais acusados na morte de Mago dos Ovos sentam no banco dos réus
Auditório do Fórum de Arapiraca está lotado para júri popular de acusados de homicídio
O empresário José Nilton Ferreira, os policiais militares José Sandro da Silva e Jair Matias dos Santos e o policial civil Paulo César da Silva Melo estão sentados no banco dos réus no Fórum de Arapiraca. O júri popular sobre o sequestro e homicídio de Severino José Fernandes, o "Magos dos Ovos" já começou e o auditório ficou tão lotado que o juiz Alfredo Mesquita, que preside o julgamento, proibiu a entrada de mais pessoas na sala de julgamento, para evitar tumulto.
O julgamento já começou e mais de 20 pessoas, entre testemunhas de defesa e de acusação deverão prestar depoimento sobre o assassinato que aconteceu 14 anos atrás.
Mago dos Ovos foi sequestrado na frente de casa no dia 06 de fevereiro de 2006, no momento em que ele abria o portão para guardar o carro na garagem. Ele foi levado no próprio veículo, que foi encontrado carbonizado três dias depois em São Sebastião. Uma semana depois do sequestro, o corpo foi encontrado em um canavial no município de Campo Alegre. A vítima foi brutalmente assassinada, teve os órgãos genitais, mãos, pés e a cabeça decepados. Após a morte, ainda atearam fogo ao cadáver, que ficou parcialmente carbonizado.
A comissão de delegados constítuída na época para investigar o crime chegou até os acusados após informações de que teria ocorrido uma rixa entre Mago dos Ovos e o empresário José Nilton. Isso teria ocorrido porque a companheira do empresário teria mantido um relacionamento com a vítima anos antes e ele teria comentando com algumas pessoas que tinha fotos eróticas da mulher. O empresário teria pressionado a vítima, que afirmou que não tinha mais as fotos.
Conforme as investigações à época, o empresário teria se juntado ao irmão da mulher, o policial civil Paulo César, conhecido como PC, e fizeram contato com o PM da reserva José Jorge Farias Melo - que morreu anos depois - que foi responsável por contratar os soldados José Sandro da Silva e Jair Matias dos Santos, para executar o crime.
Os réus estão sendo defendidos por um grupo de advogados que inclui José Fragoso e Raimundo Palmeira.
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