Empresário é suspeito de liderar quadrilha que roubava cofres do Banco do Brasil no país
Dono de um lava-jato em Águas Claras/DF, ele é suspeito de liderar uma organização criminosa
A Polícia Civil do Distrito Federal segue as buscas por José Carlos Lacerda Estevam Leite, 40 anos, mais conhecido como Carlos. Dono de um lava-jato em Águas Claras, ele é suspeito de liderar uma organização criminosa responsável por, ao menos, três arrombamentos de cofres bancários em cidades diferentes. Quem tiver informações sobre o paradeiro dele, deve comunicar à polícia pelo disque-denúncia 197.
Parte da quadrilha envolvida nos crimes havia sido presa em 4 de maio, quando a Coordenação de Repressão a Crimes Patrimoniais (Corpatri) deflagrou a primeira fase da operação Sentinela. À época, os agentes cumpriram cinco mandados de prisão contra funcionários terceirizados do Banco do Brasil, que teriam facilitado os ataques, desativando sistemas de alarme e retardando o acionamento da polícia. Segundo as investigações, eles haviam sido recrutados por Carlos, que planejava e dividia as tarefas de cada um.
Todos os terceirizados trabalhavam no mesmo turno do plantão, e nenhum tinha antecedentes criminais. As investigações iniciaram em janeiro, após um arrombamento no Jardim Botânico, quando a quadrilha, fortemente armada, rendeu o vigilante e levou R$ 121 mil do cofre. O grupo de Carlos já tinha experiência, e a suspeita é de que vinham agindo desde novembro de 2019, quando furtaram mais de R$ 1,1 milhão de uma agência em Teixeira de Freitas (BA). Parte dos envolvidos chegou a ser presa, três dias depois, no aeroporto de Porto Seguro (BA), com R$ 760 mil distribuídos em várias malas.
O segundo caso relacionado aos suspeitos é de uma tentativa de roubo, em abril deste ano, a uma agência bancária de Joinville (SC). Na ocasião, três pessoas foram presas e uma morreu durante confronto com a polícia. Igualmente sem sucesso, membros da quadrilha teriam participado de uma tentativa de furto quatro dias depois, em uma agência no município de Borba (AM). O caso mais recente vinculado ao grupo é de um furto em 25 de abril deste ano, em Anápolis (GO), quando foi levado aproximadamente R$ 924 mil.
Laranjas
Os investigadores da Corpatri acreditam que Carlos criava empresas registradas em nome de “laranjas”, para lavar o dinheiro roubado. Ele teria recrutado uma equipe de Joinville para o arrombamento dos cofres, utilizando serras de construção, como explica o delegado Fernando Cocito. Carlos dividiu o grupo criminoso em dois: um braço tecnológico, composto pelos funcionários terceirizados do banco, e a equipe de Joinville. Dessa forma, conseguia organizar os roubos.
Quatro pessoas foram presas na manhã de ontem, incluindo o filho do líder da quadrilha. “No fim de semana, foi preso em Balneário Camboriú (SC) um dos arrombadores de cofre. Ele foi trazido para cá, na aeronave da PCDF”, destaca o delegado. Com o suspeito, os policiais apreenderam uma pistola com a numeração raspada. Eles ficarão encarcerados no DF. “Contra o empresário, pesa mandado de prisão em aberto não só em razão dos ataques a banco, mas também pelos atos concretos de lavagem de dinheiro.”
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