Cuidados clínicos para gestantes e puérperas durante a pandemia
Obstetra esclarece dúvidas sobre gravidez e o coronavírus.
A pandemia pelo Coronavírus impõe desafios com o manejo de pacientes em todas as áreas da medicina. Pelo fato de ser um vírus novo, a ciência sabe muito pouco sobre a relação com os grupos de risco e quais fatores determinam a evolução grave da doença. Segundo o obstetra Dr Kleber Cassius especialista em pré-natal de risco, a gestante deve manter os mesmos cuidados que qualquer pessoa na prevenção da doença.
Os cuidados incluem:
- Lavar as mãos com álcool em gel ou água e sabão.
- Manter um espaço seguro com as outras pessoas.
- Evitar tocar olhos, nariz e boca.
- Praticar a etiqueta respiratória. Cobrir a boca e o nariz com o cotovelo dobrado ou com lenço quando tossir, ou espirrar, descartando o lenço utilizado imediatamente.
- Se tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar, procure logo assistência médica. Telefone antes de ir para a unidade e siga as instruções da autoridade sanitária local.
As gestantes e as puérperas, incluindo aquelas afetadas pela Covid-19, devem seguir com suas rotinas de acompanhamento médico. No caso de a gestante ser positiva para a virose e não apresentar a forma que necessite de internação, a paciente deve manter quarentena domiciliar de 14 dias, afastar-se de grupos de risco e manter contato constante com e pré-natalista caso haja piora dos sintomas.
As consultas de pré-natal podem ser mantidas, desde que a clínica também esteja preparada com protocolos de recepção dessas pacientes. Há protocolos definidos nos hospitais para atendimentos das gestantes que objetivam diminuir os riscos de infecção com fluxos que visam afastar as gestantes das áreas onde estejam os pacientes acometidos ou áreas risco de atendimento.
Quando a paciente doente necessitar ser submetida ao parto, todo um protocolo de segurança é realizado na paramentação da equipe e preparação da sala cirúrgica. A OMS orienta que as gestantes sejam prioridades na testagem contra a Corona vírus, pois podem necessitar de atendimento especializado e de alta complexidade.
Sabe-se que a grande maioria das gestantes apresentam a forma leve ou até mesmo assintomática da doença, mas todo cuidado preventivo é necessário, visto a pouca literatura da qual dispomos e as alterações imunológicas conhecidas no período gravídico-puerperal. Quanto ao período do pós-parto os cuidados de isolamento se igualam ao da população geral e a amamentação não está contraindicada. Deve-se evitar visitas sociais e as saídas devem se restringir basicamente ao que for estritamente necessário.
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