Butantan confirma caso da variante sueca do coronavírus em São Paulo
Pesquisadores do instituto também identificaram o segundo caso da variante sul-africana no estado
O Instituto Butantan identificou pela primeira vez em São Paulo a presença da variante sueca do novo coronavírus, a B.1.1.38.
Além dessa cepa, pesquisadores do instituto identificaram um novo caso da variante sul-africana B.1.351.
A variante identificada pela primeira vez em dezembro do ano passado na Suécia já havia sido registrada no Brasil, em um caso de Santa Catarina.
Já a sul-africana é a segunda do estado. A primeira foi registrada em Sorocaba e desta vez, na Baixada Santista.
No caso de Sorocaba, não há histórico de viagem do paciente à África do Sul. Segundo o presidente do Butantan, Dimas Covas, isso indica a possibilidade que seja evolução da variante P1, mais conhecida como a variante brasileira, em direção à mutação sul-africana.
“A variante sul-africana é de preocupação, enquanto a N9 e a sueca são, por enquanto, variantes de interesse. Ainda é cedo para dizer, porém, se elas são mais transmissíveis ou mais agressivas do que as variantes brasileiras já amplamente descritas, a P1 e a P2”, informa, em nota, o Instituto Butantan.
Confira a íntegra abaixo:
“Os pesquisadores do Butantan detectaram recentemente a existência de três novas variantes do vírus SARS-Cov-2, causador da Covid-19, entre os testes diagnósticos realizados no Instituto. As novas cepas foram encontradas na Baixada Santista (B.1.351, variante sul-africana, já identificada em Sorocaba), Itapecerica da Serra (B.1.318, variante encontrada na Suécia e também no Reino Unido) e em Jardinópolis (N9, uma mutação da P1, a variante amazônica, já encontrada em vários estados).
A variante sul-africana é de preocupação, enquanto a N9 e a sueca são, por enquanto, variantes de interesse. Ainda é cedo para dizer, porém, se elas são mais transmissíveis ou mais agressivas do que as variantes brasileiras já amplamente descritas, a P1 e a P2.
As detecções foram feitas na semana epidemiológica, ou seja, no período de uma semana em que o Butantan realiza a vigilância de novas variantes por meio do sequenciamento genômico de parte das amostras positivas diagnosticadas nos laboratórios do Instituto.
Afinal, uma das frentes de atuação do Butantan no combate à pandemia é a gestão e organização da Rede de Laboratórios para o Diagnóstico do Coronavírus – que reúne 19 laboratórios e é responsável por todos os testes de Covid-19 feitos na rede pública do estado de São Paulo. A rede entrega cerca de 20 mil laudos diariamente, sendo que somente nos laboratórios do Butantan são analisadas cerca de 5 mil amostras todos os dias.
A identificação e mapeamento de novas cepas é outra frente de atuação do Butantan na pandemia. A partir das descobertas de novas cepas, os cientistas do Butantan pesquisam como as variantes se comportam em relação ao estado clínico, qual sua relevância no contexto da pandemia e se a CoronaVac é capaz de combatê-las. As conclusões são levadas em consideração para a elaboração de novas vacinas – como a ButanVac – e, se houver necessidade, na atualização de vacinas existentes, como a CoronaVac.
Veja também
Últimas notícias
Governo prepara Desenrola para trabalhadores informais e adimplentes
Operação contra preços abusivos em combustíveis chega a São Miguel dos Campos
Saiba quem era mulher atropelada por caminhão em Arapiraca
Arsal prorroga consulta pública sobre indenização de investimentos no saneamento
Obra emergencial de drenagem interdita via no Conjunto Murilópolis, na Serraria
Lula tem até esta quarta para promulgar dosimetria
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
