Pfizer vê imunidade de vacina cair contra novas variantes e quer dose de reforço
A farmacêutica afirmou que buscará autorização de uso emergencial para a terceira dose nos EUA em agosto
A Pfizer disse nesta quinta-feira (8) que está observando uma diminuição da imunidade de sua vacina contra o coronavírus e está aumentando seus esforços para desenvolver uma dose de reforço que protegerá as pessoas contra novas variantes.
A empresa afirmou que buscará autorização de uso emergencial da FDA (Food and Drug Administration) dos EUA para uma dose de reforço em agosto, após divulgar mais dados sobre como funciona uma terceira dose de reforço da vacina.
"Como visto em dados do mundo real divulgados pelo Ministério da Saúde de Israel, a eficácia da vacina na prevenção de infecções e doenças sintomáticas diminuiu seis meses após a vacinação, embora a eficácia na prevenção de doenças graves permaneça alta", disse a empresa em um comunicado enviado por e-mail para CNN.
"Além disso, durante este período, a variante Delta está se tornando dominante em Israel, bem como em muitos outros países. Essas descobertas são consistentes com uma análise em andamento do estudo de Fase 3 das empresas", acrescentou.
"Embora a proteção contra doenças graves tenha permanecido alta ao longo dos seis meses completos, um declínio na eficácia contra doenças sintomáticas ao longo do tempo e o surgimento contínuo de variantes são esperados. Com base na totalidade dos dados de que dispõem até o momento, a Pfizer e a BioNTech acreditam que uma terceira dose pode ser benéfica dentro de 6 a 12 meses após a segunda dose para manter os níveis mais altos de proteção."
O ministério da saúde de Israel disse em um comunicado no início desta semana que viu a eficácia da vacina da Pfizer cair de mais de 90% para cerca de 64% com a disseminação do B.1.617.2 ou variante Delta.
A empresa disse que as doses de reforço de sua vacina, desenvolvida com a BioNTech, produzem níveis de anticorpos neutralizantes cinco a dez vezes maiores do que os produzidos após duas doses.
"As empresas esperam publicar dados mais definitivos em breve, bem como em um jornal revisado por pares e planejam enviar os dados ao FDA, EMA e outras autoridades regulatórias nas próximas semanas", disse a Pfizer em um comunicado.
E diz que também está desenvolvendo uma nova formulação para uma dose de reforço que pode proteger mais completamente as pessoas de novas variantes.
"Embora a Pfizer e a BioNTech acreditem que uma terceira dose de BNT162b2 tem o potencial de preservar os níveis mais altos de eficácia protetora contra todas as variantes atualmente conhecidas, incluindo Delta, as empresas estão permanecendo vigilantes e desenvolvendo uma versão atualizada da vacina Pfizer-BioNTech COVID-19 que tem como alvo a proteína spike completa da variante Delta", disse a companhia. As vacinas atuais têm como alvo apenas um pedaço da proteína da espícula — a parte do vírus que ela usa para se ligar às células.
"O primeiro lote do mRNA para o teste já foi fabricado nas instalações da BioNTech em Mainz, Alemanha. As empresas preveem que os estudos clínicos comecem em agosto, sujeito a aprovações regulatórias."
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