Justiça abre ação penal contra presidente do Flamengo
Rodolfo Landim é investigado pelo MPF
A Justiça acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e instaurou ação penal contra o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim. Além do mandatário flamenguista, serão investigados por gestão fraudelenta os representantes das empresas Mare e Mantiq, Nelson José Guitti Guimarães, Demian Fiocca, Geoffrey David Cleaver e Gustavo Henrique Lins Peixoto.
Todos os nomes são acusados de terem lesado os fundos de pensão Funcef, Petros e Previ, em caso ocorrido antes da chegada de Landim à presidência do Flamengo e terão prazo de dez dias para responder a acusação por escrito, alegando defesa, enviando documentos, justificações e e especificando provas, além de indicar as testemunhas para o caso.
A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal em julho e aponta que o FIP Brasil Petróleo 1, fundo gerido pelos executivos citados, infringiu o regulamento do FIP ao remeter dinheiro para o exterior.
Empresa americana foi usada na operação
A empresa americana Deepflex teria sido usada como ponte para a remessa de dinheiro ao exterior, mas com o processo de falência da companhia, os valores teriam sumido.
Na decisão, o juiz Frederico Botelho de Barros Viana, da 10ª Seção Judiciária do Distrito Federal, pontuou que "a comunicação enviada ao MPF pelas autoridades da Suíça traz consigo indícios de cometimento dos delitos de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas, os quais devem ser melhor apurados".
A Justiça também determinou a manutenção do bloqueio do valor constante na conta Termogas International Inc. A medida "assegura - em parte - o valor necessário para o ressarcimento dos prejuízos supostamente causados por Landim durante a gestão do FIP Brasil Petróleo 1."
A conta da empresa teria recursos de Landim, com suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O presidente do Flamento transferiu, segundo o MP, US$ 643 mil. Ainda segundo o MP, a manobra para viabilizar a suposta irregularidade consistiu na criação das empresas Brasil Petróleo e Participações SA e Deepflex do Brasil que teriam sido usadas como fachada.
O MPF acredita que o rombo supere os R$ 100 milhões e pede que os denunciados paguem três vezes o valor deste montante, com correção a partir da taxa Selic.
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