Sem acordo com a Seprev, agentes socioeducativos decidem por greve geral
Insatisfeitos com a postura adotada pela gesta da Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), que tem descumprido mensalmente com a garantia de analisar e conceder um reajuste aos agentes socioeducativos, lotados nas Unidades de Internação, a categoria decidiu por uma greve geral.
A decisão foi tomada após a diretoria do Sindicato dos Agentes de Segurança Socioeducativos e Prestadores de Serviço do Sistema Penitenciário receber uma mensagem da gestora da Seprev, Esvalda Bittencourt, informando que embora as negociações estejam avançadas, tudo depende da decisão final do governo e “como estamos na semana de comemoração dos 200 anos, com muitas atividades no interior, precisamos aguardar um pouco”, anunciou.
O novo recuo da Seprev inflamou a categoria que decidiu por suspender as visitas aos jovens que cumprem medidas socioeducativas, proibir o acesso de alimentos e adotar uma operação padrão na segurança nas unidades, permanecendo apenas 30% do efetivo em cada plantão.
Segundo o presidente do Sindicato, Renato Leiva, a categoria tenta desde o início do ano um reajuste nos salários da categoria, que hoje recebe cerca de R$ 1.200. Ele explicou que atualmente o piso da função em outros estados do Nordeste é de R$ 2 mil.
“Temos negociado desde antes da secretária Esvalda Bittencourt assumir a Seprev. Com a chegada dela ficou acordado que a secretaria iria repassar nossos pleitos para o governador Renan Filho (PMDB), mas até agora não houve nenhuma contraposta. Não queremos confronto com o Governo. O problema é que estamos recebendo o mesmo valor há quase quatro anos e não está dando para muitos de nós se manter e manter suas famílias”, desabafou Leiva.
Já o vice-presidente do Sindicato, Valdemir Amorim, explicou que a categoria também almeja melhores condições de trabalho. “Os agentes necessitam de fardamentos e identificação para trabalharem nas unidades, além de locais mais aptos para que nosso pessoal se sinta mais seguro enquanto estiver de plantão”, disse Amorim.
Amorim destacou que a situação nas Unidades de Internação Masculina (UIM) é tensa, onde somente este ano foram registrados mortes e fugas de adolescentes e confrontos com agentes, quando alguns ficaram feridos.
“A sociedade desconhece o verdadeiro papel do agente socioeducativo, principalmente o valor que cada um tem no trabalho diário dentro de uma UIM. Estamos expostos a jovens ligados a facções criminosas que criam cizânias e nos enfrentam diariamente. O governo não permite meios para que possamos impedir a série de anomalias praticadas por esses jovens e por fim cria facilidades para eles nos enfrentar. Dentro das Unidades, ao contrário do que todos pensam, nos, agentes socioeducativos e pais de famílias, somos vítimas”, desabafou o vice-líder da categoria.
Veja também
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
João Vicente explica escolha de Tino Marcos para novo projeto do Porta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
