Mãe que matou filho de cinco anos é condenada a 26 anos de prisão
‘Se ele vomitasse, apanhava’, afirmou irmão da vítima durante o julgamento
A ré Edjane Gomes da Silva foi condenada a 26 anos de prisão, por ter assassinado o filho de cinco anos, Gabriel Gomes da Silva, no município de Rio Largo em agosto de 2014. Ela deixou o salão do júri, na noite dessa sexta-feira (1º), e foi encaminhada para o Presídio Feminino Santa Luzia.
O julgamento de Edjane Gomes da Silva aconteceu na 3ª Vara Criminal de Rio Largo (AL) e teve o promotor de justiça Wesley Fernandes no papel da acusação. Durante todo o dia, o representante do MPE/AL mostrou ao Conselho de Sentença que a ré não demonstrou qualquer arrependimento pela morte do filho.
"Ela até negou o assassinato e a defesa tentou desqualificar o crime para maus tratos seguido de morte. Entretanto, as provas nos autos mostraram que foi a própria mãe quem matou, sim, a criança. Ouvimos várias testemunhas e até os outros dois filhos confirmaram o comportamento agressivo dela com o menino. O Gabriel foi agredido seguidamente por dois anos, até perder a vida", explicou Wesley Fernandes.
"Inclusive, é importante informar que ficou atestado em laudo médico que a acusada é psicopata. Volto a dizer que em momento algum do julgamento ela demonstrou qualquer remorso, arrependimento. Foi muito triste. Mas, pelo menos, foi feita a justiça com a condenação da ré a 26 anos de prisão. Só sinto porque o resultado desse júri não tem a capacidade de trazer o Gabriel de volta", declarou o titular da 3a Promotoria de Justiça de Rio Largo.
O julgamento foi presidido pelo juiz Galdino José Amorim Vasconcelos.
As testemunhas
Durante a sessão do júri, algumas testemunhas convocadas pelo Ministério Público foram ouvidas. Tamires Gomes da Silva e Cleonice da Silva, que eram conhecidas da acusada, confirmaram que chegaram a criar o Gabriel por dois anos. Depois disso, Edjane pediu a criança de volta. Teria sido a partir daí que o garato começara a ser espancado com frequência. Segundo as testemunhas, a ré não tinha qualquer paciência com o filho e por isso o agredia tanto, deixando-o sempre com hematomas e marcas das agressões.
Dois filhos de Edjane também foram ouvidos. O de 13 anos contou que a mãe batia no irmão mais novo com cabo de vassoura e o deixava com fome. Já o de 15 anos, admitiu que a genitora dava chutes na barriga de Gabriel, e isso também teria acontecido no dia da morte da criança. Ele ainda informou que a acusada tinha o costume de deixar o menino preso no quintal de casa, muitas vezes, durante horas pela madrugada.
No dia da morte de Gabriel, Edjane cometeu mais uma covardia contra o filho. “Ao invés de ter tido os cuidados necessários que uma mãe deveria proporcionar ao seu próprio filho, ele foi agredido até a morte. Inclusive, foi colocado dentro de uma caixa d’água, no sereno, em pleno inverno, uma situação que o levou a óbito”, explicou Wesley Oliveira.
O laudo do hospital no qual a criança foi socorrida confirmou morte por insuficiência respiratória, distúrbio hidroelétrico, desidratação por infecção gastrointestinal e desnutrição. O crime foi registrado em 14 de agosto de 2014.
O que disse a ré
Edjane Gomes da Silva até reconheceu que dava chutes em Gabriel, mas alegou que tais agressões não seriam capazes de tirar a vida da criança. Ela ainda admitiu que costumava deixar a criança de castigo e disse também que batia nos outros filhos.
Veja também
Últimas notícias
Leonardo Dias denuncia que ambulâncias entregues por Lula ainda estão paradas
Alfredo Gaspar garante R$ 816,4 mil em investimentos para a região Norte de Alagoas
Com mais de 1.400 romeiros, São Sebastião realiza grande romaria em Juazeiro do Norte
Idoso atropelado em Maragogi aguarda cirurgia após material hospitalar acabar, diz família
Mulher é presa após agredir policial e causar confusão em via pública no Benedito Bentes
Mendes manda PF apurar suposta espionagem contra secretário do Recife
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
