Atropelamento em Toronto, no Canadá, deixa ao menos 10 mortos e 15 feridos
Polícia prendeu o suspeito, que tentou fugir após atropelar vítimas com uma van
Uma das artérias mais movimentadas de Toronto, a maior cidade do Canadá, foi palco de horror na tarde desta segunda-feira. Uma van subiu a calçada na esquina da Yonge Street com a Finch Avenue e passou por várias pessoas. Nove pessoas morreram e 16 ficaram feridas, confirmou a polícia. A razão do incidente não é conhecida ou foi deliberada. O suposto motorista, que fugiu, foi preso. Ele foi identificado como Alex Minassian, de 25 anos.
Ralph Goodale, ministro da Segurança Pública do Canadá, alertou em uma entrevista coletiva que seria "inapropriado fazer conjecturas" sobre as causas do incidente. Ele também afirmou que não há indicações para elevar o nível de risco no país, segundo o que foi consultado pelas as diferentes instituições de segurança. Goodale evitou confirmar o número de mortes e feridos.
O incidente coincide com a celebração em Toronto da cúpula dos ministros dos Relações Exteriores do G7 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Reino Unido, Itália e Japão) que trata, entre outras questões, da luta contra o terrorismo e contra o extremismo jihadista.
A polícia recebeu o aviso às 13h37, hora local (14h37 no horário de Brasília). Cerca de oito ambulâncias foram para o Hospital Sunnybrook, de acordo com o Toronto Star, e várias testemunhas garantiram ao The Globe and Mail que foi um ato intencional. Uma das testemunhas, que se chamava Ali, explicou que a van tinha subido na calçada levando tudo elo caminho: pedestres, caixas de correio ou postes elétricos. "Estamos apenas começando a conhecer a situação em Toronto. Nossos corações estão com todos aqueles afetados. Teremos mais para saber e dizer nas próximas horas ", disse o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau na rede CTV.
O veículo é uma van alugada da empresa Ryder. O hospital de Sunnybrook, em Toronto, informou que recebeu sete pacientes da área em que ocorreu o acidente, segundo a Reuters, embora não tenha especificado se está ferido ou falecido. O serviço de metrô foi interrompido entre as estações Sheppard-Yonge e Finch. As linhas de ônibus públicos também não estão circulando na área do incidente.
A notícia causou preocupação no Canadá após os ataques de veículos a pedestres nas cidades europeias nos últimos meses. Há também precedentes no país: em 30 de setembro, um homem atingiu quatro pessoas em Edmonton. Horas antes ele havia atropelado um policial. Além disso, em 20 de outubro de 2014, um jovem atingiu dois soldados em seu carro em Saint-Jean-sur-Richelieu (Quebec).
A possibilidade de que o atropelamento seja deliberado, como algumas testemunhas citadas pela imprensa local afirma, desencadeia-se o alarme sobre o terrorismo. O extremismo jihadista tem usado o deslocamento de pessoas em estradas públicas como uma arma de terror nos últimos anos. Aconteceu em Nice e Berlim em 2016 e em Barcelona em agosto passado, entre outras tragédias.
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