Médico é preso suspeito de dopar e estuprar jovem em festa
Estudante de medicina também foi preso por ter fornecido medicamentos usados para dopar a vítima, conforme apontam as investigações.
A Polícia Civil prendeu um médico residente de ortopedia suspeito de dopar e estuprar uma jovem em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, na noite desta segunda-feira (1º). Um estudante de medicina também foi preso por envolvimento no crime.
O exame feito no IML comprovou a prática de ato sexual de forma violenta. A operação Tarja Preta cumpriu os mandados de prisão temporária na Rua Roberto Silveira e na Estrada União e Indústria.
Segundo Juliana Ziehe, delegada da 106ª Delegacia de Polícia e responsável pela investigações, o crime aconteceu em uma festa no dia 31 de agosto.
Segundo as investigações, o médico drogou a jovem com uma pílula de ecstasy sem que ela soubesse que estava tomando o entorpecente. Ele teve relações sexuais com a vítima inconsciente.
Ainda de acordo com o inquérito, a droga foi fornecida pelo estudante de medicina, que também apresentou a vítima para o médico.
Ainda de acordo com Juliana, a polícia encontrou maconha, remédio tarja preta sem receita e de uso controlado, e o aparelho de celular em que estavam as mensagens ao cumprir um mandado de busca e apreensão na casa do médico em setembro.
O médico residente vai responder como autor do estupro de vulnerável e o estudante como partícipe do mesmo crime.
Eles foram levados para a 106ª Delegacia de Polícia e, em depoimento, falaram o sobre o caso.
"O médico diz que a vítima tomou a droga de forma consciente, que sabia o que estava ingerindo e que teve relação sexual com ele de forma consciente e voluntária", explicou a delegada. No entanto, ele confessa que em determinado momento ela teria sentido dor e "pediu para ele esperar', acrescenta Juliana.
O médico também falou sobre os remédios encontrados na casa dele.
"Ele prestou um termo um pouco contraditório com relação aos remédios tarja preta. Ele diz que as anfetaminas que ele possuía foram prescritas pelo neurologista dele, que cuida dele desde a infância. Mas não sabe dizer quem é esse médico, não informa o nome. Depois diz que quem prescreve são amigos de residência", disse Juliana.
Já o estudante de medicina negou, em depoimento, qualquer participação no crime. Sobre as drogas ele ficou em silêncio, afirmando que "este é um assunto particular da vida dele".
Os suspeitos serão transferidos para a uma unidade prisional.
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