Consumo das Famílias sobe pelo sexto mês consecutivo
Indicador alcanço 112 pontos em janeiro. No intervalo anual, o consumo foi 48,74% maior do que o de 2018
Registrando 112 pontos, o mês de janeiro abriu 2019 com alta no consumo das famílias, firmando a melhora do indicador pelo sexto mês seguido. Comparado a janeiro de 2018, o consumo foi 48,74% maior; fato bem expressivo. Os números são da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Maceió, realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisa, Estudo e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (Instituto Fecomércio AL) em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Na comparação mensal houve estagnação, pois o consumo entre dezembro e janeiro passados teve alta de apenas 0,17%. “Esse desempenho demonstra que as promoções de queima de estoque do mês não motivaram o consumo. Devemos levar em consideração que janeiro é um mês de pagamento de impostos, anuidades, matrículas, desmotivando o consumo”, explica Felippe Rocha, assessor econômico da Federação.
De acordo com o economista, compreender o crescimento de quase 49% no intervalo de um ano e a estagnação em relação a dezembro passa pela conjuntura econômica. O índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br, aponta crescimento de 1,15% do país para este ano de 2019, mas o país encerrou 2018 gerando cerca de 529 mil postos de trabalho. Em Alagoas, esse saldo foi de 82 postos de trabalho. “Contudo, analisando-se os setores, o Comércio fechou o ano com 1.334 postos de trabalho e, o setor de Serviços, com 4.596 posto; dado extremamente positivo, já que são setores em que as condições de manutenção do posto são altas, favorecendo o consumo”, explica Felippe.
PESQUISA
O subindicador sobre a manutenção do emprego atual apresentou, em janeiro, uma redução de -0,6% quando comparado a dezembro passado. Mas como as expectativas de 2019 estão elevadas, apresentando projeções de crescimento entre 2% a 2,5% para o país, a perspectiva de crescimento profissional cresceu 7,1% rem relação a janeiro de 2018.
“A inflação, mesmo baixa, importou no consumo do mês de janeiro. A renda atual, comparada a janeiro de 2018, está 1,4% menor. E, como o uso do cartão é sempre exagerado em dezembro, janeiro apontou uma redução de 3,1% nas aquisições por meio do crédito”, observa o economista.
Nesse contexto e considerando os tributos e outros compromissos, o nível de consumo atual caiu 4,4%. Mesmo o consumo caindo, alguns consumidores aproveitaram a queima de estoques para adquirir bens duráveis, que apresentou alta de 2,8%. A perspectiva de consumo para os próximos seis meses é de alta de 0,5%.
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