Renan justifica não decreto de emergência: “90% das praias não foram afetadas”
Segundo o Ibama, são 13 cidades alagoanas atingidas por manchas de óleo
O governador Renan Filho (MDB) voltou a frisar em entrevista à imprensa, durante a entrega de novos equipamentos e viaturas para a Segurança Pública de Alagoas, na manhã desta sexta-feira (25), que Alagoas não irá decretar estado de emergência em razão das manchas de óleo que atingem o litoral. Segundo o último relatório do Ibama, são 13 cidades alagoanas afetadas.
Em sua fala, o governador foi enfático ao afirmar que 90% das praias alagoanas não foram afetadas pelas manchas. “Alagoas não vai decretar [estado de emergência] porque 90% das praias não foram afetadas. Não há óleo em Maceió, nem em Marechal Deodoro, e em muitas outras. De maneira, se o Estado decretasse emergência estaria criando uma falsa impressão que há óleo em todas as nossas praias”, afirmou.
Entretanto, Renan Filho informou que já contatou os municípios e que ontem solicitou do governo federal a viabilização de recursos da Defesa Civil Nacional para as áreas atingidas pelas manchas. “O município é que precisa decretar emergência. A situação de Japaratinga está controlada. Nós temos lá e em Maragogi mais de 400 homens trabalhando diariamente. Alagoas é o estado que mais recolheu óleo na costa, que garantiu a destinação final, e que mais rapidamente vai limpar as praias”, disse o governador.
Renan explicou que o decreto de emergência se faz necessário para que as prefeituras possam ter uma ajuda financeira. "A cidade de Japaratinga tem cerca de 10 mil pessoas. O que significa dizer que também tem pouca arrecadação própria. O Estado está ajudando financeiramente, mas é importante também a União ajudar, já que é responsabilidade da União o controle das águas marítimas. E para ajudar, a União precisa do decreto de emergência”, finalizou o chefe do Executivo estadual.
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