Setor varejista ganha fôlego em Alagoas com parcelamento do ICMS
Para o assessor econômico da Fecomércio, a economia alagoana dá indícios de recuperação
Cerca de 35 mil empresas do setor varejista alagoano iniciam o ano de 2021 com uma boa notícia, trazendo um pouco de alívio em meio à crise econômica desencadeada pela pandemia do Covid-19. O Governo do Estado concedeu uma dilatação importante no prazo para o recolhimento, correspondente às vendas realizadas no mês de dezembro, do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
As empresas beneficiadas, que se enquadram nos critérios estabelecidos pela Sefaz/AL, por meio do Decreto Nº 72.434/20, vão poder dividir o ICMS em três parcelas mensais, de forma consecutiva, sem juros ou multas, entre os meses de janeiro e março de 2021.
Para o assessor econômico da Fecomércio AL, Victor Hortencio, a medida proporciona um “fôlego” extra para a recuperação do fluxo financeiro dos comerciantes alagoanos em um dos meses mais dinâmicos do ano, em termos de vendas, como é dezembro.
Além disso, o decreto ainda deve ajudar na renovação dos estoques das empresas, que, de acordo com pesquisa realizada em dezembro pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), vinha apresentando índices negativos em 2020.
CENÁRIO ECONÔMICO
Apesar da pandemia, o assessor econômico da Fecomércio AL destaca que, conforme apontado em levantamento produzido pelo economista Cícero Péricles, o desempenho dos grandes setores da economia alagoana foi distinto, influenciado por suas próprias particularidades.
Para o comércio atacadista, que continuou a atender as demandas das empresas do segmento de varejo em funcionamento, o acumulado do ano apresentou um resultado positivo de 13,02%. A rede varejista, contudo, limitada pelo fechamento de boa parte dos estabelecimentos, registrou queda de -7,61% em 2020.
Para efeito de registro, ainda segundo a pesquisa de Péricles, outros segmentos que registraram números negativos foram o de combustíveis, com -25%; transporte, com -9%; energia, com -2%; e comunicação, também com -2%.
Diante deste cenário, o assessor econômico da Fecomércio AL ressalta que a retomada da economia é perceptível, mas cercada de expectativas. “Podemos concluir que a economia alagoana está em processo de recuperação lenta e gradual.
Entretanto, o ano de 2021 começa com grandes desafios devido às incertezas quanto à vacinação, à prorrogação ou não dos auxílios federais e ao movimento do mercado, tanto de empresários como de consumidores.
ICMS
Segundo dados do Confaz, o ICMS é responsável por 88,37% dos R$ 4,37 bilhões arrecadados em Alagoas, no ano passado. De maneira que mesmo tendo um desempenho negativo de -14% no segundo trimestre de 2020, o imposto estadual, que registrou um aumento de 9% no acumulado do trimestre, segue se recuperando, embalado pela reabertura gradual e controlada dos vários segmentos econômicos do estado, iniciada em julho.
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