Caso Braskem: Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais toma posse em reunião virtual
Membros deve elaborar um Protocolo de Atuação para gestão dos recursos
Na tarde da última quinta-feira (10) Ministério Público Federal e Ministério Público do Estado de Alagoas promoveram reunião telepresencial para marcar a posse oficial dos membros titulares e suplentes do Comitê Gestor dos Danos Patrimoniais, responsável por definir a destinação dos recursos pagos a título de danos sociais e morais coletivos causados à comunidade, direta e/ou indiretamente, em decorrência da extração de sal-gema pela Braskem, em Maceió.
A formação do comitê é parte do termo de acordo socioambiental firmado entre a força-tarefa do MPF que acompanha o Caso Pinheiro/Braskem, o MP/AL, por meio da 66ª Promotoria de Justiça da Capital/AL, e a Braskem.
Foram selecionados, através de edital de processo seletivo, seis membros titulares e seis membros suplentes como representantes da sociedade civil, e quatro instituições titulares e quatro suplentes como representantes de órgãos públicos.
A reunião, promovida pelos membros dos Ministérios Públicos, marca o início dos trabalhos do Comitê Gestor, que tem como missão inicial a elaboração de um Protocolo de Atuação prevendo as diretrizes do grupo, como periodicidade das reuniões, tempo de mandato, forma e periodicidade da auditoria das atividades e dos recursos, entre outros.
Por ser considerado um serviço público de natureza relevante, os membros não receberão remuneração pela atuação.
Segundo o Ministério Público Federal, a escolha dos membros buscou assegurar a representatividade de cada bairro atingido e aproveitar as diversas formações técnicas dos candidatos. A maioria dos selecionados possui (ou possuiu em algum momento da vida) uma ligação estreita com algum dos bairros diretamente afetados pelo fenômeno da subsidência.
Esse grupo decidirá quais os projetos que deverão ser implantados com os recursos fixados no acordo, a título de danos extrapatrimoniais, em razão do acordo socioambiental firmado.
O acordo prevê o pagamento, por parte da Braskem, de indenização por danos sociais e danos morais coletivos decorrentes do fenômeno de subsidência no valor mínimo de R$ 150 milhões, podendo chegar a R$ 300 milhões.
O desembolso dessa quantia se dará em 5 parcelas anuais no valor de R$ 30 milhões cada, sendo que a primeira já foi depositada.
Veja também
Últimas notícias
Incêndio de grandes proporções assusta moradores às margens da Perucaba
Suspeito de tentativa de estupro é perseguido, atropelado e espancado em Maceió
Populares protestam contra liberdade provisória de suspeito de matar mulher em Penedo
Operação Cerco Fechado caça suspeitos de diversos crimes em Maceió e no interior
Inmet emite três alertas de baixa umidade para diversos municípios de Alagoas
Foragido da Justiça de Sergipe por sequestro e cárcere é preso em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
