Mais de 58 mil pessoas não concluíram sua vacinação contra a Covid-19 em Maceió
Especialista alerta para circulação de variantes e diz que faltosos da segunda dose ameaçam controle da pandemia
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou nesta quarta-feira (29) o número de pessoas atrasadas para a segunda dose das vacinas contra o coronavírus. A análise realizada ontem (28) mostra que 58.582 pessoas estão com o ciclo vacinal atrasado em Maceió, o que representa 14,30% de faltosos. Destes, 19.047 não concluíram a imunização com a vacina Coronavac (16,04%), 24.817 (13%) com Astrazeneca e 14.718 deixaram de buscar a segunda da Pfizer, o que representa 14,71% de faltosos.
A Secretaria também trouxe um importante alerta à população de Maceió: “Com a reabertura dos serviços e a circulação de variantes, se as pessoas não completarem o processo de imunização, tomando a segunda dose das vacinas, o número de infectados voltará a crescer”, reforça o infectologista Renee Oliveira.
A Prefeitura de Maceió tem intensificado o chamamento para a conclusão do ciclo vacinal, ampliando os meios de acesso à segunda dose da vacina. “Já são 20 unidades de saúde com aplicação da segunda dose por agendamento. Também antecipamos a aplicação da segunda dose das vacinas Astrazeneca e Pfizer em até dez dias e levamos a segunda dose da Coronavac aos oito pontos fixos de vacinação. É necessário olhar o cartão de vacinação e completar a vacinação para a segurança de todos”, convida a diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Rodrigues.
A análise considera apenas o município de aplicação Maceió e que parte destes usuários que consta na base do Ministério da Saúde como faltosos podem ter recebido a segunda dose em outras localidades.
Para o infectologista, que atua no PAM Salgadinho, o número de faltosos representa uma grave ameaça ao controle da pandemia. “No último mês, houve uma importante redução no número de casos novos de Covid-19, de internações e óbitos pela doença. O que aconteceu de diferente? A vacinação, que foi intensificada. As pessoas se vacinando com a primeira dose, outras completando sua imunização… Mas isso não é suficiente, ainda há um número grande de pessoas que sequer tomaram a primeira dose e isso precisa mudar”, adverte Renee.
O especialista destaca, por fim, que, com a circulação das variantes, o percentual de imunização completa deve ser ainda mais alto do que era previsto inicialmente.
“Com as variantes, principalmente a variante Delta, que já é prevalente no Brasil, existe um risco de a situação sair do controle e venhamos a ter um aumento importante de casos novos. O que vai impedir que isso aconteça é a vacinação. Todos devem tomar a sua primeira dose. E, se já o fez, precisa completar o seu quadro vacinal, tomando a segunda dose. Fazendo isso, a possibilidade de que venhamos a ter o controle da pandemia até o final do ano aumenta muito”, convida o infectologista.
A análise foi feita por meio da plataforma de dados abertos da vacinação contra a Covid-19 do Ministério da Saúde (base de dados 27/09/2021).
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