Advogado acusado de fraudes em Alagoas é preso no Paraná durante operação
Crimes teriam sido cometidos em processo na comarca de Capela
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), informou nesta terça-feira (10) que deflagrou no último fim de semana a Operação Praedatorius Patronum (Patrono Predatório, em latim) e prendeu preventivamente um advogado na cidade de Paranavaí, no estado do Paraná.
A ação teve início a partir de uma comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), que apontava possíveis irregularidades cometidas pelo advogado em um processo que tramita na comarca de Capela, no interior alagoano. As investigações revelaram que o suspeito teria praticado crimes como fraude processual, falsidade ideológica e patrocínio infiel.
De acordo com a Polícia Civil, ele atuava em um processo civil representando uma pessoa que sequer tinha conhecimento da existência da ação ajuizada supostamente em seu benefício. Diante dos fatos, a PCAL representou pela expedição de mandados judiciais, que foram deferidos pela Comarca de Capela.
A equipe da Dinpol, sob coordenação do delegado Thales Araújo, deslocou-se até a cidade de Paranavaí, no Paraná, onde contou com o apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e com o suporte tático-operacional da 8ª Subdivisão da PCPR, sob coordenação do delegado Francisco Gilson Filho e do chefe de operações da 8ª SDP, Marcelo Trevizan.
Durante o cumprimento dos mandados — ao todo, seis de busca e apreensão e um de prisão preventiva — foram apreendidos computadores, celulares e diversas documentações referentes à atuação do investigado em processos no estado de Alagoas.
O delegado Thales Araújo também enfatiza a parceria entre as instituições. "Mais uma operação interestadual exitosa realizada pela Polícia Civil de Alagoas, com apoio da Polícia Civil do Paraná. A integração das forças policiais em todo o Brasil aprimora o conhecimento das práticas criminosas, aumenta a eficiência das operações policiais e cria mecanismos de prevenção e repreensão contra o crime", disse o diretor da Dinpol/PCAL.
Todo o material apreendido será analisado para aprofundar a apuração e reunir mais provas da materialidade dos crimes supostamente cometidos pelo advogado no exercício da profissão.

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