Bolsonaro ameaça demitir presidente do BNDES na 2ª feira
Executivo cogitado atuou no governo do PT
O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (15.jun.2019) que o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Joaquim Levy, “está com a cabeça a prêmio”. “Eu já estou por aqui com o Levy”, disse.
Bolsonaro declarou que poderá demitir o executivo nesta 2ª feira (17.jun) caso ele cumpra a intenção de nomear Marcos Barbosa Pinto para a Diretoria de Mercado de Capitais do banco de fomento.
“Falei para ele: ‘demita esse cara na 2ª feira ou demito você sem passar pelo Paulo Guedes’. Governo é assim, não pode ter gente suspeita em cargos importantes, e essa pessoa, como o Levy, já vem há um tempo não sendo leal aquilo que foi combinado e ao que ele conhece a meu respeito, ele está com a cabeça a prêmio já tem algum tempo”, disse.
A escolha de Marcos Pinto para o cargo foi revelada nesta semana pelo jornal Valor Econômico. A informação causou supresa no mercado, já que ele trabalhou no governo do PT como chefe de gabinete de Demian Fiocca na Presidência do BNDES, de 2005 a 2007. Bolsonaro disse que “governo é assim, não pode ter gente suspeita” em funções importantes.
O presidente deixou o Palácio da Alvorada, em Brasília, no início da tarde deste sábado. Ele e o vice-presidente, Hamilton Mourão, participarão da Festa Nacional da Artilharia no Rio Grande do Sul.
Ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy deixou a diretoria financeira do Banco Mundial para integrar a equipe de Bolsonaro a convite do ministro Paulo Guedes (Economia). PhD em economia pela Universidade de Chicago, já foi diretor da Bradesco Asset Management e secretário do Tesouro Nacional.
SEMANA DE DEMISSÕES
Nessa 6ª feira (14.jun), Bolsonaro declarou que o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, será demitido. Ele alega que Cunha tem se comportado como “sindicalista“.
Bolsonaro declarou que poderá demitir o executivo nesta 2ª feira (17.jun) caso ele cumpra a intenção de nomear Marcos Barbosa Pinto para a Diretoria de Mercado de Capitais do banco de fomento.
“Falei para ele: ‘demita esse cara na 2ª feira ou demito você sem passar pelo Paulo Guedes’. Governo é assim, não pode ter gente suspeita em cargos importantes, e essa pessoa, como o Levy, já vem há um tempo não sendo leal aquilo que foi combinado e ao que ele conhece a meu respeito, ele está com a cabeça a prêmio já tem algum tempo”, disse.
A escolha de Marcos Pinto para o cargo foi revelada nesta semana pelo jornal Valor Econômico. A informação causou supresa no mercado, já que ele trabalhou no governo do PT como chefe de gabinete de Demian Fiocca na Presidência do BNDES, de 2005 a 2007. Bolsonaro disse que “governo é assim, não pode ter gente suspeita” em funções importantes.
O presidente deixou o Palácio da Alvorada, em Brasília, no início da tarde deste sábado. Ele e o vice-presidente, Hamilton Mourão, participarão da Festa Nacional da Artilharia no Rio Grande do Sul.
Ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy deixou a diretoria financeira do Banco Mundial para integrar a equipe de Bolsonaro a convite do ministro Paulo Guedes (Economia). PhD em economia pela Universidade de Chicago, já foi diretor da Bradesco Asset Management e secretário do Tesouro Nacional.
Ao ser perguntado sobre as razões da demissão, o presidente citou o fato de o general ter tirado foto com congressistas de esquerda e ter rechaçado a privatização dos Correios.
A semana passada também foi marcada pela 3ª baixa na equipe de ministros de Bolsonaro. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz deixou o comando da Secretaria de Governo na 5ª feira (13.jun).
BOLSONARO DEFENDE MORO
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o ministro Sergio Moro (Justiça). Desde domingo (9.jun), o site The Intercept publicou uma série de mensagens que mostram o ex-juiz federal interferindo na condução da operação Lava Jato.
Para Bolsonaro, a atuação de Moro como juiz responsável pela Operação Lava Jato combateu a corrupção e livrou o Brasil de “mergulhar em uma situação semelhante à da Venezuela”.
“O Moro foi responsável, não por botar um ponto final, mas por buscar uma inflexão na questão da corrupção. E mais importante: livrou o Brasil de mergulhar em uma situação semelhante à da Venezuela. Onde estaria em jogo não o nosso patrimônio, mas a nossa liberdade”, disse.
Apesar de defender o legado e atuação de Moro, Bolsonaro afirmou que não existe “confiança 100%”.
“Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa por questão até de local onde moram nossas famílias. Mas, mesmo assim, meu pai dizia para mim: Confie 100% só em mim e minha mãe”, disse.
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