Anvisa já analisou maior parte dos documentos da CoronaVac
Agência reguladora revisa dados para liberação de 2º lote com 4,8 milhões de doses do imunizante
A Anivsa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já havia concluído nesta quarta-feira (20) a análise da maior parte dos documentos apresentados pelo Instituto Butantan no pedido de uso emergencial de um novo lote da vacina contra covid-19 CoronaVac.
Segundo a agência, mais de 58% da documentação já havia sido conferida. Outros 27% ainda exigem análise. Uma parte equivalente a 15% dos estudos e relatórios enviados pelo Butantan ficará condicionada à assinatura de um termo para apresentação de dados futuros.
A previsão é que a autorização para uso emergencial do lote de 4,8 milhões de doses que já estão prontas para serem distribuídas sejam concedida ainda nesta semana.
Isto porque a maior parte dos documentos já foi validada pelos técnicos no primeiro pedido de uso emergencial, aprovado no domingo (17), de 6 milhões de doses.
O Butantan teve que fazer essa nova solicitação, na segunda-feira (18), porque os 6 milhões de doses eram importadas já envasadas da fábrica da Sinovac, na China.
O lote pendente de liberação foi envasilhado no Brasil a partir de vacinas a granel vindas do fabricante chinês.
"O primeiro pedido, aprovado no último domingo, tratava das vacinas importadas prontas e envasadas em monodose (suspensão aquosa injetável, 0,5mL/dose). Este segundo pedido trata do envase pelo Instituto Butantan da vacina em frasco-ampola multidose. Ou seja, as duas principais diferenças são que, o segundo pedido, trata de vacinas envasada no próprio Butantan e em uma embalagem diferente, o frasco-ampola multidose. Isso requer avaliar as informações adicionais submetidas pelo Instituto", detalhou a Anvisa ontem em nota.
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