Embaixador da UE no Brasil compartilha artigo que critica Lula por relação com ditaduras
Texto argumenta que presidente "celebrou a democracia com uma face enquanto celebrava seus ditadores de estimação com a outra"
O embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybañez, compartilhou nas redes sociais um artigo crítico à postura adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação aos regimes autoritários de Venezuela, Nicarágua e Cuba. O artigo, publicado em um jornal de São Paulo, cita as declarações de Lula na cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), na Argentina, realizada em janeiro.
No artigo, o colunista argumenta que o petista "celebrou a democracia com uma face enquanto celebrava seus ditadores de estimação com a outra". O texto diz ainda que Lula estaria "fossilizado", e "executou suas acrobacias habituais destinadas a legitimar as tiranias".
"O tempo passou na janela e só Carolina não viu", diz um trecho do artigo, em referência à música de Chico Buarque, que foi destacado na publicação do embaixador da União Europeia.
Após a repercussão, Ybañez apagou a publicação e disse que o fato de compartilhar uma crítica não é necessariamente a sua opinião. "Gostaria de ressaltar que em minha conta pessoal no Twitter eu tenho o hábito de retuitar as opiniões de muitas outras pessoas que não são necessariamente as minhas. Tirar de lá uma opinião ou uma crítica específica não corresponde à realidade", escreveu.
BNDES
Antes de participar da cúpula da Celac, Lula se reuniu com o presidente argentino, Alberto Fernández, em Buenos Aires. Depois do encontro, eles deram uma coletiva de imprensa e, na ocasião, o petista disse que "fará um esforço" para que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) volte a financiar projetos de países vizinhos. No passado, o banco financiou construtoras brasileiras em países da América Latina e África que foram foco de investigações anticorrupção na operação Lava Jato.
Segundo Lula, o encontro com Fernández marca o dia da retomada da relação entre os dois países. "É assim que países maiores têm que fazer, ajudar países com menos condições. Se temos um banco para isso, vamos criar condições para fazer o financiamento para ajudar o gasoduto. Acho que pode e é necessário que o Brasil ajude no financiamento para outros países. É isso que vamos fazer dentro das condições econômicas do nosso país", declarou.
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