Juiz Jonathan Araújo palestra sobre violência doméstica para mulheres de Campestre
Magistrado encorajou mulheres a denunciar
O juiz Jonathan Pablo Araújo, da Comarca de Colônia Leopoldina, palestrou, no município de Campestre, para cerca de 100 pessoas, nesta terça-feira (15), sobre a Lei Maria da Penha e os mecanismos legais e governamentais de proteção às mulheres em situação de violência doméstica.
A palestra integrou evento organizado pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Campestre, no Telecentro Antônio Buarque de Lima. Estavam presentes assistentes sociais, psicólogos, mulheres amparadas pela assistência social do município e a comunidade em geral. Campestre faz parte da área de atuação da Comarca de Colônia Leopoldina.
Durante sua apresentação, o juiz abordou os diferentes aspectos da Lei Maria da Penha e explicou as várias formas de violência contempladas pela lei, como a física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Jonathan Araújo explicou as medidas protetivas de urgência que podem ser solicitadas pelas vítimas. Ele detalhou procedimentos de encaminhamento aos órgãos competentes, e informou que as mulheres podem procurar as delegacias especializadas, a Defensoria Pública, os Centros de Referência da Mulher, os conselhos tutelares, o Creas, o Cras, os Centros de Atendimento Integral à Saúde da Mulher (CAISM), entre outros serviços públicos.
O juiz encorajou as mulheres a buscar ajuda, denunciar casos e conhecer seus direitos. “A violência doméstica afeta não apenas as vítimas diretas, mas também as suas famílias, as suas comunidades e a sociedade como um todo. É importante que todas se engajem na prevenção e no enfrentamento desse problema, que é um obstáculo para o desenvolvimento humano e para a democracia”, afirmou Araújo.
O magistrado deixou ainda uma mensagem de esperança e solidariedade às mulheres vítimas de violência. “Disse que elas não estão sozinhas, são fortes, merecem respeito e têm direito à vida, à segurança, à saúde, à liberdade, à dignidade e à felicidade. Pedi para que elas não se calem, não se conformem, não se culpem e acreditem nelas mesmas. E que elas, com todo o apoio disponível, podem superar essa situação e reconstruir as suas vidas”.
O evento integra as atividades do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a violência contra a mulher.
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