Justiça realiza audiência sobre impasse territorial em Maragogi
Encontro ocorreu na manhã desta quarta-feira (9)
A justiça realizou na manhã desta quarta-feira (9), na cidade de Maragogi, uma audiência no Fórum Melchíades Lindoso, que trata de uma ação sobre reintegração/manutenção de posse, da fazenda Carão. O impasse na zona rural do município do Litoral Norte de Alagoas já dura anos.
O processo envolve a Central Açucareira Usina Santa Maria S/A e integrantes do Movimento Social Via do Trabalho (MSVT), que estão acampados há cerca de quatro anos na fazenda Carão. No local, vivem aproximadamente 80 famílias em moradias de lona e taipa.
A reunião no Fórum da Comarca de Maragogi é da 29ª Vara Cível da Capital – Conflitos Agrários, Possessórias e Imissão na Posse. O encontro envolveu integrantes da Defensoria Pública de Alagoas, Ministério Público de Alagoas (MPAL), Procuradoria do Município, Secretaria de Assistência Social de Maragogi, Incra-AL, Iteral, OAB Alagoas, Usina Santa Maria e Movimento Social Via do Trabalho.
O coordenador do movimento que está no Carão, Joeci Marino Lins Júnior, contou o que os acampados querem. “Na verdade, o que a gente quer é a terra para a gente fazer o desenvolvimento e plantação de todo tipo de fruta que a gente têm: bananeira, abacaxi e outras. Estamos lutando há vários anos com o intuito de acomodar as pessoas bem acomodadas, que até hoje não estão. Mas, a gente confia no Incra e a gente confia para o órgão agir nos devido pontos legais para a gente ter o ponto chave, que é a terra para o povo fazer a plantação e a colheita”, ressaltou.
Joeci Marino Lins Júnior frisou o que espera da ação. “A gente espera que o juiz avalie ponto por ponto e que ele vá ver a realidade. Ele indo vai pensar de uma maneira diferente. A gente está em ordem e esperando que os juízes que irão avaliar tenham clareza e consciência que têm muitas famílias e muitas crianças de baixo de lona e esperando a causa favorável”, disse. Após a audiência os envolvidos foram fazer uma visita técnica na fazenda Carão acompanhados da Polícia Militar. O coordenador ressaltou que a parte autora não está perseguindo e nem cobrando os acampados.

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