Crianças de Porto Calvo sofrem na fila de espera para tratamento vocal
Município conta com apenas um fonoaudiólogo para atender toda a demanda
O pequeno João Miguel representa muito bem o problema que crianças do município de Porto Calvo, que necessitam do serviço de fonoaudiologia, estão passando: o garoto de sete anos está há mais de um ano na fila de espera para ser atendido por um fonoaudiólogo, mas não tem conseguido pela falta de profissional na cidade. A Secretaria Municipal de Saúde conta com apenas um fonoaudiólogo para atender toda a demanda de tratamento vocal.
Jeferson Rocha e Raquel Luna saem toda semana de Porto Calvo numa verdadeira saga para buscar atendimento para o pequeno João Miguel na cidade de Maragogi. Eles agradecem ao Governo de Maragogi por garantir o atendimento da criança. Os pais estão revoltados com a situação e exigem que o filho receba atendimento na cidade natal. A Prefeitura de Porto Calvo alegou que conta com apenas um fonoaudiólogo por conta da falta de profissionais no mercado de trabalho.
O serviço de fonoaudiologia é crucial para ajudar e tratar problemas vocais como disfonia, rouquidão, cansaço ao falar e aperfeiçoar a voz. Jeferson Rocha está revoltado com a situação de Porto Calvo. “Faz tempo que a gente está nessa batalha levando ele para Maragogi. O que mais deixou a gente chocado foi a questão da quantidade de crianças que precisam de fonoaudiologia em Porto Calvo: são duas folhas topadas de nomes de crianças na fila de espera”, informou.
Jeferson Rocha resolveu tomar a atitude de buscar atendimento em outra cidade. “Vi que isso não poderia e fui para uma cidade vizinha. Coloco gasolina no carro, e lá sempre a gente lancha. É uma despesa quando nós vamos uma vez por semana. O João Miguel é atendido no Posto Eurico Wanderley, em Maragogi, e lá existem vários profissionais, mas em Porto Calvo só tem um fonoaudiólogo. O que mais chocou a gente foi a quantidade de crianças que precisam de fonoaudiologia e que não estão sendo assistidas e essas crianças irão sofrer bastante nesse sentido. É lamentável a situação”, ressaltou.
O pai do pequeno João Miguel fez vários questionamentos quanto ao problema. “Quanto será que custa um profissional de fonoaudiologia para o município de Porto Calvo? Será que é muito dinheiro? É falta de dinheiro ou é a falta de querer resolver? Eu creio que não seja muito dinheiro contratar mais profissionais. O que está acontecendo com Porto Calvo? Para onde estão indo os recursos? Onde estão sendo investidos? É lamentável”, disse Rocha.
Confira na íntegra a nota da Prefeitura de Porto Calvo sobre o caso:
A Secretaria de Educação informa que o motivo pelo qual o município dispõe apenas de um profissional para atender toda a demanda se deve pelo fato da falta de profissionais no mercado.
A Secretaria de Educação ressalta ainda que, já tentou por diversas vezes contratar mais profissionais, porém, não aparecem que se enquadrem nas normas estabelecidas.
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