Giovanna Ewbank quer adotar outra criança: "Não importa se não nasceu dentro de mim"
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso contaram pela primeira vez os detalhes da adoção da filha Chrissomo, conhecida como Titi. A pequena, hoje com três anos, foi encontrada “por acaso” durante uma visita da atriz a um abrigo de órfãos no Malawi, em 2015, quando foi gravar uma matéria para o programa “Domingão do Faustão”.
Segundo a loira, ela não tinha a intenção de se tornar mãe naquele momento. “Bruno sempre quis, mas a maternidade era algo distante para mim”, disse em entrevista à revista “Marie Claire”.
Giovanna acrescentou que, ao ver Titi pela primeira vez, seus planos foram completamente alterados. “O abrir daquela porta mudou minha vida. Chissomo, a minhaTiti, me recebeu com um sorriso e os bracinhos abertos e transformou para sempre os dias da família que se formou naquele momento”, relembrou.
Apaixonada pela criança, a atriz não esperou voltar ao Brasil para comunicar sua decisão ao marido de adotar a pequena. “Foi um reencontro de almas, ficamos o dia todo juntas. Liguei para o Bruno e disse: ‘Encontrei minha filha’. Ele respondeu: ‘Então me sinto pai dela’”, destacou.

O passo seguinte, porém, não foi tão simples. O casal teve muitas dificuldades para oficializar a adoção e, enfim, trazer Titi para o Brasil. “O juiz malawiano ligava e tínhamos que sair do Brasil o mais rápido possível. Mesmo com o trabalho, largávamos tudo e voávamos para lá”, contou.
Bruno explicou que ele e Giovanna não queriam que a história se tornasse pública e, por isso, chegavam a usar artifícios como postar nas redes sociais como se estivessem no Rio de Janeiro quando, na verdade, estavam no Malawi.
“O quarto da Titi ficou pronto e trancado por um ano antes de sua chegada. Falávamos que estava em reforma. Foi um processo doloroso porque sabíamos que poderíamos dar melhores condições a nossa filha. O alimento lá era mingau. Eles jogavam o prato de comida no chão como se as crianças fossem cachorros”, lamentou o ator.
Quando finalmente foram avisados pelo juiz sobre a guarda provisória, os dois precisaram viver três meses no Malawi. “Alugamos uma casa e vivemos dias deliciosos. Ouvimos Titi falar a primeira palavra, ‘flor’. Foi nossa licença-maternidade”, disse a atriz.

A tão aguardada chegada de Titi em solo brasileiro não poderia ser mais conveniente: dia 8 de maio de 2016, Dia das Mães. O casal tentou manter a privacidade e negou a adoção por vários dias até que o irmão de Giovanna postou uma foto da garotinha no Instagram.
“Acho que conseguimos nos blindar por um bom tempo. Queríamos que ela se sentisse bem em casa, antes do assédio da imprensa. Negamos muito até confirmarmos a adoção. Não queremos expor nossa filha dessa forma. Aceitaremos contar nossa história pela causa da adoção”, ressaltou Giovanna.
Bruno Gagliasso acrescentou que gostaria que a filha mantivesse sua ligação com o Malawi. “Pretendemos levá-la todo ano para lá“, afirmou ao concordar com a companheira que o casal ainda pretende adotar mais uma criança. “Não sei se no Brasil ou fora. Para mim, o que menos importa é o local ou nascer dentro de mim ou não. A relação entre mãe e filho não é do corpo e sim da alma”, concluiu Giovanna.
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