Funcionários do HE do Agreste orienta população sobre perigos do bullying
Devido à cultura machista, do poder e da competição, meninos sofrem e praticam mais bullying do que as meninas.
Acompanhantes e familiares de pacientes em recuperação no Hospital de Emergência Daniel Houly, em Arapiraca, estão recebendo informações e orientações para o combate ao bullying.
Uma vez por semana, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros que fazem parte do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) realizam palestras educativas para tratar do tema com os visitantes do hospital.
Pesquisas em nível internacional revelam que 67% dos adolescentes sofrem bullying, principalmente nas escolas.
De acordo com a psicóloga Mônica Leal, as vítimas e os agressores geralmente apresentam baixoestima, sobretudo em nível corporal, uma vez que os jovens valorizam muito a beleza e o corpo físico.
Na abordagem com os acompanhantes e familiares de pacientes, a especialista adianta que são repassadas informações acerca dos variados aspectos de bullying. O físico, com agressão física, verbal, psicológica, sexual material e virtual, além do indireto, com isolamento e rejeição à outra pessoa, e o cyberbullying, por meio de televisão, telefones celulares e internet.
“A maioria dos jovens que foram vítimas do bullying apresentaram, na idade adulta, depressão, ansiedade, dificuldade de relacionamento, suicídio e até mesmo casos de homicídio”, explica Mônica Leal, reforçando que o problema atualmente é de saúde pública.
Ela diz que no Hospital de Emergência do Agreste o núcleo atende muitos jovens que tentaram o suicídio por serem vítimas de bullying na escola ou na comunidade em que vivem.
“A orientação e a prevenção podem ser uma ferramenta eficaz de política pública de saúde interssetorial entre a família, a escola e a comunidade, com apoio das áreas de educação, saúde e poder judiciário”, afirma.
A psicóloga esclarece que é fundamental os educadores trabalharem na escola a diferença de gênero, os valores éticos, morais e a inteligência emocional.
Mônica Leal orienta que os pais e as escolas precisam monitorar os filhos e os alunos no uso dos tabletes, smartphones, redes sociais e televisão. Devido à cultura machista, do poder e da competição, meninos sofrem e praticam mais bullying do que as meninas.
“O mau uso da rede social provoca danos psicológicos às vítimas do cyberbullying que são constantemente perseguidas pelos agressores”, relata, acrescentando que, nos dias atuais, programas que mostram violência, pedofilia, pornografia e preconceitos sociais estimulam ainda mais o bullying.
O Hospital de Emergência Daniel Houly já realiza esse trabalho há mais de um ano, abordando também a violência doméstica e a prevenção do suicídio.
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