Campanha contra sarampo e pólio vacina 85% das crianças brasileiras
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde após as 13h deste sábado (1º)
Após dia extra na campanha, balanço do Ministério da Saúde aponta que mais de 9,5 milhões de crianças entre um e cinco anos de idade tomaram vacina contra a poliomielite e o sarampo.
O índice equivale a 85% do público-alvo, formado por 11,2 milhões de crianças nessa faixa etária. Isso significa que 1,7 milhão, ou 15%, ainda não foram vacinadas. Nesta sexta (31), outro balanço mostrou que cerca de 2,2 milhões de crianças não tinham sido imunizadas -20% do público-alvo.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde após as 13h deste sábado (1º). Novo boletim deve ser publicado ao fim do dia, de acordo com a pasta.
A maioria dos estados está com a média de vacinação abaixo da meta de 95%, estipulada pelo Ministério da Saúde. Só seis chegaram a esse índice, de acordo com o boletim mais recente: Espírito Santo, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Amapá e Sergipe.
O objetivo da campanha é reforçar a imunização e conter o avanço do sarampo no país, doença que já leva a surtos na região Norte.
Em meio a essa dificuldade, o Ministério da Saúde passou a orientar estados e municípios que ainda não atingiram a meta de vacinar 95% das crianças para que mantenham postos de saúde abertos por horário estendido neste sábado (1º).
Na prática, a medida deve funcionar como um segundo "dia D" da campanha de vacinação. O primeiro ocorreu em 18 de agosto.
REFORÇO
Neste ano, a campanha de vacinação é "indiscriminada", o que significa que mesmo crianças que estão com a carteirinha de vacinação em dia devem receber novas doses de reforço contra as duas doenças.
O objetivo é elevar a cobertura vacinal no país e reforçar a proteção de já vacinados. Desde fevereiro, o país já registra 1.553 casos de sarampo, com sete mortes. Outros 6.975 casos permanecem em investigação.
Já a poliomielite preocupa diante da queda nas coberturas vacinais, o que aumenta o risco de retorno da doença caso haja nova reintrodução do vírus no país e contato com não vacinados.
Durante a mobilização, a aplicação das doses tem esquemas diferentes dependendo da situação vacinal de cada criança.
Crianças que nunca tomaram nenhuma dose de vacina contra a pólio, por exemplo, devem receber uma dose da VIP (vacina injetável).
Já aquelas que já tiverem tomado uma ou mais doses recebem a VOP (vacina oral), conhecida como gotinha. A ideia é reforçar a imunização contra a doença.
Contra o sarampo, a campanha prevê que todas as crianças recebam uma dose da vacina tríplice viral. A exceção são aquelas que já foram vacinadas nos últimos 30 dias.
Segundo as secretarias de saúde, a vacina é contraindicada apenas para crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes de câncer.
Já crianças alérgicas à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, devem informar o quadro às equipes de saúde. Neste caso, elas recebem outra vacina contra sarampo, produzida pelo instituto BioManguinhos.
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