2ª Promotoria de Santana do Ipanema celebra TAC para erradicar a Leishmaniose
Preocupado com o grande número de casos de Leishmaniose registrados na cidade de Santana do Ipanema, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da 2ª Promotoria de Justiça da cidade, celebrou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que a prefeitura do município elabore, e coloque em prática, protocolos de atuação para erradicar a doença na região. Entre as ações que devem ser adotadas, será realizado um levantamento da população de cães de rua e domésticos e a realização de exames para detectar os portadores da patologia.
De acordo com o documento, a Secretaria de Saúde do Município precisa apresentar até o início de janeiro um termo de parceria com a universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e com o Laboratório Central (Lacen), referência no estado sobre Leishmaniose canina, referente a realização dos exames necessário ao diagnóstico sorológico da doença, informando ainda o prazo para o recebimento dos resultados.
É preciso ainda relatar os nomes dos servidores especialistas que ficarão responsáveis pelas ações de diagnóstico da Leishmaniose e o tratamento dos casos da doença em humanos. “Todas as medidas que estão previstas no TAC, e que serão adotadas pelo poder público de Santana do Ipanema, servirão para dar eficácia as ações que visam erradicar a doença. O Ministério Público cobrará a efetivação e os resultados desses protocolos”, disse o promotor de justiça, da 2ª Promotoria de Justiça de Santana do Ipanema, Dênis Guimarães.
Em outra cláusula, o município se compromete, em um prazo de 180 dias, em identificar os animais de rua e identificá-lo com pulseiras enumeradas ou chip implantado, onde possa constar o maior número de dados possíveis, como raça, pelagem, idade aproximada e local onde foi encontrado. Também se comprometeu o poder Público em fazer uma busca ativa desses bichos para submetê-los a exames e castrá-los com procedimento previamente escolhido, com registro fotográfico e informação do material e medicação utilizados.
Será preciso também, fazer o cadastramento dos animais domésticos, bem como submetê-los ao exame de detecção de Leishmaniose, por meio de Guia de Autorização de Serviço assinada pelo proprietário. Caso algum dono de cão se recusar, o poder público deve seguir o procedimento legal, comunicando imediatamente ao ministério público.
A partir da realização do exame e comprovado, no registro do animal, ser ele parasitológico positivo, será realizada a eutanásia, por meio de procedimento indolor e adequado. Ainda caberá á prefeitura de Santana adotar as medidas corretas para o enterro do bicho.
O Termo de Ajustamento de Conduta determina que a cada 90 dias, durante dois anos, deve ser apresentado um relatório contendo os dados de castração realizadas e detecção sorológica, com identificação do animal.
Veja também
Últimas notícias
Virginia tromba com Anna Wintour em Nova York e registra encontro
Movimentos sociais repudiam indicação do caso Braskem a prêmio do Ministério Público
Crianças autistas seguem sem frequentar as aulas por falta de PAEs em escola bilíngue de Maceió
Filha do ‘mago das chapas’ lança pré-candidatura a deputada federal
Arraiás Comunitários agitam Arapiraca nesta quarta-feira (17); veja a programação
Lula diz que 'nunca foi esquerdista' em conversa no G7
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
