Rogério Paranhos deve repostas ao povo arapiraquense”, afirma o ex-auditor
Luiz Lobo disse ainda que atuação do promotor em Arapiraca é pífia
O empresário, Luiz Lobo, afirmou que o Ministério Público Estadual tem atuado de forma pífia no caso do escândalo da auditoria, em que Prefeitura de Arapiraca é investigada por dar calote na sua empresa que prestou serviços de auditoria nos primeiros meses do mandato de Rogério Teófilo (PSDB).
Luiz Lobo disse que está surpreso negativamente com a atuação do promotor Rogério Paranhos, nesta sexta-feira (14), em entrevista ao Na Mira da Notícia, da Rádio 96FM.
“A atuação do promotor está sendo pífia. Há um ano fiz a denúncia ao MPE e não tem se quer um parecer. Estou com uma imagem negativa e a população arapiraquense também está”, disse
De acordo com o empresário, há uma avalanche de denúncias contra a Prefeitura de Arapiraca sem resolução.
“Depois que fiz essa representação, a gente teve uma avalanche de denúncias. A contração de OSCIPs e o escândalo das carteiras escolares são coisas gravíssimas. Não tenho conhecimento de ações efetivas do Ministério Público Estadual sobre nenhuma dessas denúncias ”, afirmou
Entenda o caso
A Prefeitura de Arapiraca é investigada pelo calote em um escritório de advocacia que prestou serviços de auditoria nos primeiros meses do mandato de Rogério Teófilo (PSDB)
De acordo com a denúncia, Luiz Lobo detalha como funcionou o esquema que, além de dar calote de quase 90% do valor acertado para a realização de auditoria, utilizou uma empresa que pertence a um secretário para efetuar o pagamento de 10% do montante, mascarando, desta forma, o uso do dinheiro público.
O ex-auditor explica que o escritório dele foi convidado verbalmente pelo então secretário Adriano Soares, para fazer auditoria nas contas dos ex-prefeitos Luciano Barbosa e Célia Rocha, e que haviam acertado o valor do serviço em R$ 600 mil.
O escritório, no entanto, nunca assinou contrato com a prefeitura e recebeu apenas R$ 60 mil, que foram pagos com verba oriunda da Construtora Construir, que tinha como sócio o secretário de Gestão Pública, Antônio Lenine.
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