Polícia

“O bebê foi assassinado, e só o Wallaph Magno estava em casa”, afirma delegado

Wallaph Magno Almeida de Souza foi preso na tarde desta quinta-feira (14) por ser suspeito da morte da criança Maria Lorrany, de sete meses

Por 7 Segundos 14/11/2019 18h06
“O bebê foi assassinado, e só o Wallaph Magno estava em casa”, afirma delegado
Delegado Ewerton Gonçalves - Foto: Ewerton Silva (7 Segundos)

O acusado de matar o professor Vandiele, Wallaph Magno Almeida de Souza foi preso na tarde desta quinta-feira (14) por ser suspeito da morte da criança Maria Lorrany, de sete meses. A bebê era sua enteada. O delegado Ewerton Gonçalves concedeu uma entrevista coletiva sobre o caso.

“Temos indicativos fortes de que ele pode ter assassinado sua enteada, Maria Lorrany, de sete meses. O fato desde o início tinha tonalidades de estranhezas, pela morte do bebê ser unicamente pela queda de uma altura de uma cama”, afirma o delegado.

De acordo com o delegado, um médico legista afirmou que traumatismo craniano em recém-nascido é praticamente impossível, por não haver possibilidade de fratura do osso do crânio.

No exame cadavérico o médico legista afirma que a criança foi morta por asfixia direta, causada pela obstrução da boca e narina. “Estive com o médico legista agora a pouco e ele pode afirmar categoricamente que a criança foi vítima de uma morte violenta, alguém trancou a boquinha e o narizinho do bebê e isso causou a morte da criança, inclusive o cadáver possui várias equimoses de um dos lados do rosto, que caracteriza talvez a força, do ato de tampar o nariz e a boca da criança e como apenas o padrasto estava na companhia da criança, claramente os indicativos apontam pra ele”, afirma Ewerton Gonçalves.

A prisão preventiva de Wallaph Magno foi solicitada junto ao judiciário nesta quarta-feira (14), e o juiz Dr. Geneir Marques de Carvalho Filho da 8a vara criminal concedeu a prisão preventiva, sendo Wallahp Magno preso na tarde de hoje.

Argumentado que se Wallaph não tivesse tido liberdade provisória, ele não teria cometido o crime, o delegado disse que “é difícil afirmar, não posso prever o que vai acontecer, mas pra mim é uma pena, desde o início afirmei que o indivíduo estaria preso, assim como o outro suspeito, mas decisão da Justiça não se discute, se cumpre, a decisão foi para deixá-lo solto, e ninguém podia imaginar que isso ia acontecer, porque o caso não tem nada a ver com o outro”.

“Estamos aqui para apurar os fatos, o caso ainda está em andamento, testemunhas foram ouvidas, inclusive ele, em que alega que estava em casa, colocou o bebê pra dormi e o bebê teria caído, teve um sangramento, ele tentou reanimar, chamou o Samu e a criança morreu. Mas a história é muito estranha e com o exame cadavérico provado está que isso de fato não aconteceu”, completou Gonçalves.

Wallph afirma que o médico pode ter errado, e o mesmo, segundo o delegado, tem mais de 20 anos em experiência em medicina legista, e como tiveram outras versões da história o médico consultou outros legistas que foram unânimes em dizer que a criança foi assassinada.

O caso não tem testemunhas, apenas o padrasto. “Em tese não há testemunhas, só quem estava na casa era o Wallaph, há uma criança de cinco anos que estaria na casa, mas não tivemos acesso, mas vamos providenciar para que ela seja ouvida. Todo o relato da mãe da criança e do Wallaph são versões contadas pelo acusado, elas não presenciaram o fato, elas claramente podem ter sido enganadas por ele”, disse Ewerton Gonçalves.

“O nosso trabalho é científico e imparcial. Não estamos aqui para perseguir ninguém, estamos aqui para apurar os fatos e não tenho porque descordar do médico e tudo foi feito com o exame cadavérico. E esse caso vai ser desvendado graças ao trabalho do médico legista”, finalizou o delegado.

O delegado disse que vai solicitar a revogação da liberdade para Wallaph Magno fique preso pela morte do professor Vandiele e de sua enteada, Maria Lorrany.