Farmacêuticos ganham canal de denúncia para relatar falta de EPI
Um exemplo disso está na iniciativa criada pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO)
Em meio à pandemia ocasionada pelo novo coronavírus (Covid-19), os farmacêuticos fazem parte do grupo de profissionais que estão na linha de frente no combate ao vírus. Nesse sentindo, muitas entidades da classe estão se mobilizando para garantir a segurança desses profissionais. Um exemplo disso está na iniciativa criada pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO), que implementou um canal para receber denúncias de falta de equipamentos de proteção individual (EPIs).
A ação foi criada, paralelamente, com medidas conjuntas adotadas pela Auditoria Fiscal da Superintendência Regional do Trabalho em Goiás (SRT-GO) e com o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado (Sinfargo). "A ação é uma parceria do conselho para proteger os profissionais e a população em meio à crise de saúde causada pela Covid-19", explicou a presidente do CRF-GO, Lorena Baía, em entrevista ao jornal O Popular.
De acordo com o órgão, os farmacêuticos que estiverem trabalhando sem os EPIs devem denunciar a situação por meio do site do CRF-GO ou no disque-denúncia do SRT-GO. Além disso, o relato também pode ser feito pelo whatsapp do Sinfargo.
Caso as denúncias sejam comprovadas, o estabelecimento poderá responder por um processo civil e trabalhista. Além disso, há também o risco do local ser multado. Outra medida que deve ser adotada pelas farmácias é o distanciamento físico entre os funcionários e pacientes.
As denúncias
Entre os relatos, a farmacêutica, Tayane Duarte, afirmou que a farmácia onde ela trabalha recomendou, a quem quiser, comprar e usar os próprios EPIs, mas que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que não são necessários.
Contudo, vale destacar que, em recente entrevista ao jornal El País, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, falou da importância do uso dos equipamentos para auxiliar na proteção dos profissionais de saúde.
“Sem cadeias de suprimento seguras, o risco para os trabalhadores da saúde em todo mundo é real. A indústria e os governos devem agir rapidamente para aumentar a oferta, aliviar as restrições à exportação e adotar medidas para deter a especulação e o acúmulo em estoques. Não podemos deter a Covid-19 sem proteger primeiro os trabalhadores da saúde”, disse ele, ao veículo.
Já a farmacêutica, Aureliana Souza, também contou que seus empregadores não querem que os farmacêuticos usem máscaras para não assustar os clientes. Outro farmacêutico, Martins Marcelo, afirmou que sua chefia o acusava de ser o único a pedir EPI para trabalhar, e que não iria comprar porque esses equipamentos estavam caros e que poderiam causar pânico nos clientes.
Recomendações da Anvisa
É importante destacar que, por meio da RDC 44/09, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece em seu artigo 18º que: “Para assegurar a proteção do funcionário, do usuário e do produto contra contaminação ou danos à saúde, devem ser disponibilizados [pela empresa] aos funcionários envolvidos na prestação de serviços farmacêuticos, equipamentos de proteção individual (EPIs)”.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
