Para não incomodar moradores da zona rural, mineradora concentra explosão de terra em um único dia
Projeto Serrote concentra atividades de desmonte nas sextas-feiras
Em atenção aos que residem nas 14 comunidades localizadas em Arapiraca e Craíbas próximas ao Projeto Serrote e, para minimizar o incômodo causado pelo empreendimento, a Mineração Vale Verde (MVV) decidiu concentrar a realização dos desmontes controlados necessários à implantação do Projeto às sextas-feiras, ao meio-dia (12h), podendo haver alterações de acordo com o clima ou casos excepcionais.
Os desmontes tiveram início após a movimentação de um milhão de toneladas de material no pre-stripping – a retirada das primeiras camadas de material antes que seja feita a lavra do minério.
“Entendemos que, embora o Projeto traga benefícios como geração de empregos e renda para a região, eventuais incômodos como ruídos e vibrações irão existir e, estando dentro do limite legal, teremos que conviver com eles e nos esforçar para minimizá-los”, explica Jóter Siqueira, gerente de Mina da MVV. “Se tivermos que alterar uma data que já tenha sido agendada, vamos avisar aos moradores com carro de som”, acrescenta Jóter.
O gerente de Mina da empresa lembra que o processo segue os mais rigorosos padrões de segurança estabelecidos pela legislação brasileira e internacional.
“Além de utilizar tecnologia eletrônica e uma emulsão bombeada como agente detonante – minimizando o impacto do processo –, toda a operação é acompanhada por uma equipe multidisciplinar e monitorada por três sismógrafos, equipamentos de alta precisão que capturam e registram as menores variações de ruídos e vibrações que ocorram no ambiente antes e após o processo, que dura no máximo cinco segundos”, explica o representante da MVV.
O último desmonte controlado, realizado pela empresa Enaex Britanite no sábado (4), foi o terceiro do Projeto Serrote. Nos dois primeiros, ocorridos nos dias 20 e 26 de junho, os sismógrafos já não haviam indicado quaisquer vibrações e ruídos acima dos limites estabelecidos na legislação.
Além de todas as medidas de segurança estabelecidas – como o cerco e isolamento da área respeitando um raio mínimo de 500 metros –, no segundo desmonte (26), para dar ainda mais segurança aos moradores, a Mineração Vale Verde (MVV) enviou uma equipe à casa de uma moradora na comunidade do Pixilinga para um monitoramento no local. “Passaremos a adotar essa iniciativa daqui por diante, tamanha foi a repercussão positiva dela”, pontua Jóter.
Semanalmente, pessoas que residem nas comunidades próximas ao Projeto e representantes da MVV se reúnem para debater temas relevantes. Em fevereiro deste ano, nas rodadas do Diálogo Social, a abordagem do tema "Desmontes e vibrações: o que são e quais os impactos?" obteve 97% de aprovação pelos moradores.
Mesmo com o coronavírus (COVID-19), vídeo-chamadas têm sido realizadas para que as conversas continuem acontecendo.
SOBRE A APPIAN
Desde 2018, 100% do capital da MVV pertence a um fundo de investimentos administrado pela Appian Capital Advisory LLP focado em mineração. O fundo também possui um ativo no Brasil no município de Itagibá (BA), denominado Atlantic Nickel, com foco na produção de concentrado de níquel sulfetado e capacidade nominal de 120 mil toneladas/ano, que voltou a operar em janeiro de 2020. Sediada em Londres, a Appian possui ainda escritórios em países como África do Sul e Canadá.
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