Pesquisa aponta que 43% dos universitários sentem falta de contato social no ensino remoto
Levantamento do PRAVALER mostra que 76% dos universitários da rede privada presencial tiveram a primeira experiência com ensino remoto durante a pandemia e 72% preferem retomar as aulas na modalidade tradicional
Cerca de 43% de estudantes de cursos presencias do ensino superior que migraram para o ensino remoto durante a pandemia apontaram a falta de contato com colegas e professores como o principal ponto negativo da modalidade virtual. É o que mostra a pesquisa "O comportamento do aluno do ensino superior presencial durante a pandemia" do PRAVALER, maior fintech de educação do Brasil, divulgada na terça-feira (28), que ouviu aproximadamente mil alunos de instituições de ensino superior privado de todas as regiões do Brasil.
Na sequência, a dificuldade de um local adequado para estudar, incluindo ferramentas como internet e computador, foi citada por 33% dos entrevistados como um ponto muito relevante. Ainda assim, os alunos enxergaram vantagens do ensino remoto, como o maior tempo para família (37%) e a possibilidade de estudar de qualquer lugar (35%).
Rafael Baddini, sócio-diretor de estratégia de negócio do PRAVALER, analisa que a questão social é determinante para alunos do ensino superior. "A ausência do contato social com outros alunos e professores faz muita falta, ainda mais levando em consideração todas as restrições de convívio social da quarentena", explica Baddini.
"Para um futuro próximo, devemos ver a consolidação da ‘mistura’ entre presencial e remoto, conhecido como ensino híbrido. Ele mescla aulas remotas, com conteúdo de qualidade, e atividades práticas e em grupo, presenciais, garantindo a convivência dos alunos, mas ainda mantendo os benefícios da tecnologia. É como um trabalho remoto, com idas periódicas ao escritório para reunir todo o time", explica Baddini.
72% dos alunos preferem modalidade presencial
Após experiência com ensino remoto durante a pandemia, 72% dos alunos do ensino superior matriculados em cursos presenciais da rede privada preferem estudar somente na modalidade presencial. Como segunda opção, os alunos escolheriam o ensino híbrido (22%), que mescla aulas presenciais e a modalidade de educação à distância (EAD). Apenas 5% dos entrevistados têm preferência em adotar totalmente a EAD.
A pesquisa ainda mostra que 53% dos universitários matriculados na modalidade presencial disseram que houve queda de qualidade dos cursos no período de aulas virtuais. Outro destaque foi o resultado de que mais da metade dos alunos (57%) vindos do ensino presencial não se sentem abertos à Educação à Distância (EAD) e que apenas 29% consideram dar uma chance à modalidade. A má experiência e resistência com as aulas digitais podem ter sido impulsionadas pelo fato de que cerca de 76% dos estudantes tiveram a primeira experiência com aulas remotas durante a pandemia.
Para Rafael Baddini, sócio-diretor de estratégia de negócio do PRAVALER, a avaliação dos estudantes não é sobre a educação à distância tradicional, já que os alunos tiveram o primeiro e único contato no formato virtual na quarentena de uma maneira emergencial. "O que vimos foi basicamente a metodologia presencial transmitida remotamente, quando o EAD tem formatos próprios e diferenciados", ressalta. Para as instituições de ensino, a reviravolta da quarentena foi um despertar para o fato de que o nível de exigência dos alunos será maior e que é preciso aprimorar a dinâmica atual, complementa Baddini.
Aulas remotas na pandemia reduzem tempo de estudo
Embora as faculdades e universidades privadas tenham disponibilizado aulas remotas na mesma carga horária do formato presencial, universitários assumem que estão dedicando menos tempo aos estudos durante a pandemia. A maioria dos alunos (43%) diz que estuda de 2h a 8h semanais. Ou seja, o rendimento nos estudos caiu drasticamente, já que a carga horária semanal das aulas presencial é de, no mínimo, 15 horas. Apesar da redução do deslocamento imposto pela quarentena, apenas 20% dos estudantes dizem que estudam um período de 9h a 17h por semana, segundo o relatório.
"Mais uma vez, reforçamos que o cenário da pandemia não é igual ao que se tem da modalidade de educação à distância. Imagina o quanto é difícil não ter um local adequado para estudar, organizar a rotina dos filhos em casa e ainda ter que se dedicar a um trabalho remoto para aqueles que estudam e trabalham. É complicado conciliar tudo isso e continuar com o mesmo ritmo de estudos", observa Baddini.
Com entrevistas em todas as regiões do Brasil, a pesquisa ouviu 955 estudantes matriculados em cursos presenciais do ensino superior privado. Alunos da rede particular representam 75% das matrículas do ensino superior do Brasil. As matrículas em instituições privadas são cerca de 6,3 milhões, enquanto nas instituições públicas está em torno de 2 milhões, segundo dados do Censo da Educação Superior de 2018. O período de entrevistas ocorreu entre 9 e 16 de junho, quando já havia três meses desde que as instituições de ensino superior foram fechadas.
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