Ginecologista aborda aspectos do câncer de mama
Dra. Andréa Larissa Ribeiro Pires, professora de Medicina do Centro Universitário de João Pessoa, orienta sobre formas de prevenção e a realização da mamografia
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, esse ano, serão 66 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, ficando atrás apenas do de pele não melanoma. Um estudo brasileiro mostra que mais de 70% dos casos da doença no país são diagnosticados em estágio avançado. Neste Outubro Rosa, o Brasil promove uma grande campanha de divulgação das medidas preventivas e da realização da mamografia.
Segundo a ginecologista Dra. Andréa Larissa Ribeiro Pires, professora de Medicina do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, o número elevado de novos casos de câncer de mama apontado pelo Inca está associado não só à genética, mas ao estilo de vida das mulheres. No país, o Ministério da Saúde (Vigitel – Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por Inquérito Telefônico) aponta que o percentual de obesidade cresceu 67,8% entre 2006 e 2018, enquanto a inatividade física ocorre em 47% dos adultos. “É importante conscientizar as mulheres para essa prevenção”, frisa.
Assim, para Dra. Andréa, deve ocorrer durante o ano todo a divulgação sobre as formas de prevenção e a realização da mamografia. Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em geral, modificáveis. “Porém fatores como excesso de peso corporal, inatividade física e consumo de álcool, são, em princípio, passíveis de mudança”, relata.
Medidas que podem contribuir para a prevenção da doença são: praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, adotar uma alimentação mais saudável e evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcóolicas. “Amamentar é também um fator protetor”, acrescenta.
Importância da mamografia
Em tempos de Covid-19, como fazer o diagnóstico? As mulheres devem realizar a mamografia anual adotando todas as recomendações sanitárias, como o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social. “A realização desse exame vai permitir um diagnóstico precoce do tumor e que se associa com resposta mais eficaz ao tratamento e cura”, reforça a Dra. Andréa, acrescentando a necessidade de ampliar o acesso ao exame – única forma de diagnosticar precocemente. “A conscientização dos gestores em saúde é imprescindível”, diz.
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomendam a mamografia anual para as mulheres a partir dos 40 anos de idade, visando ao diagnóstico precoce e a redução da mortalidade. “Esta recomendação difere do Ministério da Saúde, que preconiza o rastreamento bianual a partir dos 50 anos”, completa a Dra. Andréa.
Nele, a mulher fica em pé de frente ao mamógrafo, despida da cintura para cima. “O aparelho tem duas placas que pressionam as mamas horizontal e verticalmente, durante alguns segundos. A paciente deve ficar imóvel e segurando a respiração, a fim de obter uma imagem de maior qualidade. Isto pode causar um leve desconforto, principalmente, se o exame for realizado após a menstruação”, finaliza Dra. Andréa.
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