[Vídeo] Irmãos de Nádia afirmam ter provas de estupro e expõem condição psiquiátrica da mãe
Nádia Thamires foi presa após ter matado o ex-marido, o médico Alan Carlos
Outros dois irmãos da médica Nádia Thamires, presa após ter matado o ex-companheiro, o também médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, de 41 anos, em Arapiraca, vieram a público nesta sexta-feira (21) apresentar uma nova versão sobre o caso. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Nayara Thaís e Elias se manifestaram em defesa da médica, confirmando a denúncia de estupro contra a filha de Nádia, de dois anos, e revelando detalhes sobre a condição psiquiátrica da mãe.
De acordo com Nayara, a família possui exames, documentos e imagens que comprovariam a violência contra a criança. Ela explica que o abuso teria sido denunciado há mais de um ano, mas que o processo ainda tramitava na Justiça sem definições. “Houve o estupro, sim, da minha sobrinha. Diferente do que está sendo divulgado, nós temos os laudos, nós temos exames, nós temos as provas”, disse.
Segundo a irmã, a família optou pelo silêncio até agora, aguardando o andamento das investigações. Porém, diante da repercussão do caso, decidiram se pronunciar publicamente. “Diante dos últimos fatos, entendi que havia necessidade de esclarecer, já que minha irmã não pode falar”, disse Nayara.
Nayara fez críticas a integrantes das famílias materna e paterna da criança. Ela afirmou que a mãe, avó materna da criança, é paciente psiquiátrica, carrega traumas de infância e estaria sendo influenciada e o irmão teria histórico de processos envolvendo a Lei Maria da Penha. "Minha mãe tentou suicídio a primeira vez aos nove anos de idade, minha mãe foi estuprada aos onze anos de idade, onde ela teve a primeira filha aos 12. Por ela ter sido estuprada, para ela o estupro só existe se tiver conjunção carnal", disse.
Segundo Nayara, o irmão também é paciente psiquiátrico e, durante um surto, ateou fogo na casa da mãe. O caso foi noticiado pelo 7Segundos em 22 de fevereiro de 2019, no bairro Santa Edwiges. À época, a reportagem informou que o incêndio começou após o morador da residência, que possui deficiência mental, colocar fogo em alguns papéis, e as chamas atingirem o imóvel. “Se vocês forem no ITA, em Arapiraca, ele foi internado lá. Por quê? Porque ele tacou fogo na casa da minha mãe. Meu irmão responde a vários processos na Lei Maria da Penha, inclusive contra a minha mãe”, declarou Nayara.
A família também contesta a decisão judicial que transferiu a guarda provisória da menina para as avós. De acordo com Nayara, a criança foi retirada do convívio diário com a mãe e interrompeu tratamentos e rotinas. “Minha sobrinha está exposta. Não está sendo medicada corretamente e foi retirada das terapias enquanto fica aos cuidados de pessoas que não oferecem segurança”, afirmou.
Segundo os irmãos, Nádia vivia temendo represálias e alegava estar sendo perseguida. “A justiça não foi feita e minha irmã buscava proteção para a filha”, declarou Nayara.
O crime ocorreu no último domingo (16), em frente a uma Unidade Básica de Saúde na zona rural de Arapiraca, e foi registrado por câmeras de segurança. Segundo informações da investigação, Nádia disparou contra o ex-marido dentro do carro. Na residência da vítima, a polícia apreendeu duas armas de fogo, registradas em nome dos dois, que serão periciadas.
A Justiça decretou a prisão preventiva da médica, que permanece detida no Presídio Feminino Santa Luzia.
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