Polícia

Seis meses após feminicídio em Coruripe, suspeito segue foragido

Polícia Civil mantém buscas por homem apontado como autor da morte de Maria Graciele e pede apoio da população por meio do Disque Denúncia

Por Erick Balbino/7Segundos 01/07/2026 07h07 - Atualizado em 01/07/2026 08h08
Seis meses após feminicídio em Coruripe, suspeito segue foragido
Seis meses após feminicídio em Coruripe, suspeito segue foragido - Foto: Reprodução

Passados seis meses do feminicídio que comoveu moradores de Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, a Polícia Civil continua à procura de José Gomes da Silva Filho, investigado pela morte de Maria Graciele dos Santos. Apesar das diligências realizadas desde o crime, ocorrido em dezembro de 2025, o suspeito ainda não foi encontrado.

O assassinato aconteceu na madrugada de 9 de dezembro, no distrito de Pindorama. Segundo a investigação, Maria Graciele estava em casa com os filhos quando foi surpreendida por disparos de arma de fogo enquanto dormia. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do socorro.

As apurações indicam que o suspeito teria se deslocado até o imóvel em um veículo, estacionado nas proximidades e entrado na residência antes de efetuar os disparos. Imagens de câmeras de videomonitoramento instaladas na região registraram a movimentação. Após a ação, ele deixou o local utilizando o mesmo automóvel.

As crianças que estavam na residência durante o ataque não ficaram feridas.

Desde o início das investigações, a principal linha seguida pela Polícia Civil aponta que o crime estaria relacionado à não aceitação do fim do relacionamento entre a vítima e o investigado.

De acordo com o delegado Maurício Cruz, responsável pelo caso, Maria Graciele havia deixado Caruaru, em Pernambuco, e se mudado para Coruripe poucos dias antes do assassinato. A mudança teria ocorrido em busca de segurança, após episódios de ameaças e supostas agressões atribuídas ao ex-companheiro.

Ainda conforme a investigação, mesmo após a separação, a vítima continuava recebendo mensagens e ligações com conteúdo ameaçador. Ela tentava recomeçar a vida em Alagoas ao lado dos filhos quando foi morta.

Mesmo com o avanço das investigações e a identificação do principal suspeito, a captura ainda não foi concretizada. A Polícia Civil informou que as buscas permanecem em andamento e reforçou o apelo para que a população colabore com informações que possam levar ao paradeiro do investigado.

Qualquer informação pode ser repassada por meio do Disque Denúncia 181. O serviço garante anonimato e sigilo absoluto aos denunciantes.