Filme sobre Freddie Mercury deve esconder polêmicas do cantor
No longa não será tratada da vida amorosa de Mercury.
Um dos lançamentos mais esperados do ano, o filme Bohemian Rhapsodycontará a história da banda Queen desde o surgimento até o show apoteótico que realizou no festival Live Aid, em 1985, em Londres.
Com Rami Malek no papel de Freddie Mercury, o projeto foi um dos mais conturbados do cinema atual. As interrupções na produção, mudança de elenco e até de direção fizeram com que o filme tivesse seguidos adiamentos antes de finalmente ficar pronto para chegar às telonas, em 2 de novembro deste ano.
No começo de tudo, em 2010, o ator escolhido para o papel do roqueiro era Sacha Baron Cohen, mas conhecido pelos filmes Borat e Bruno. Em 2013, ele explicou que deixou a produção por diferenças criativas.
E foi durante essa conversa com o radialista Howard Stern que ele deu a primeira pista sobre o estilo de filme que estavam fazendo. Segundo Cohen, a história seria mais focada na banda e não entraria em detalhes sobre a vida de Mercury, seus relacionamentos homoafetivos e o vício em drogas.
— Não deveria ter ficado tanto tempo envolvido, pois na primeira reunião, anos atrás, um dos membros da banda virou para mim e disse: "Este filme será ótimo, porque o que acontece no meio é excelente". Perguntei o que seria e ele respondeu: "Freddie morre, ué". Deduzi que seria como Pulp Fiction, em que o fim é o meio e o meio é o fim, mas ele disse: "Não, será normal". Perguntei então o que teria na segunda metade da cinebiografia e ele explicou: "Você sabe, vamos mostrar como a banda seguiu em frente fazendo sucesso". Aí eu falei: "Cara, ninguém vai querer ver um filme em que o protagonista morre de Aids no meio e a carreira de seu grupo continua".
Apesar disso, Cohen resolveu aceitar o papel e, aos poucos, convencer a equipe a dar um tom mais passional ao longa. Ele esteve envolvido no filme durante quatro anos, quando finalmente desistiu do papel.
Mudanças foram a regra
As mudanças atingiram também a direção. Dexter Fletcher chegou a assinar contrato para dirigir o filme, mas desistiu da ideia em 2014 ao se desentender com o produtor Graham King. Para o lugar dele, foi chamado Bryan Singer. No entanto, o profissional teve seu nome envolvido nas denúncias de assédio sexual em Hollywood no fim de 2017 e também abandonou o filme, resultando no retorno de Fletcher, que finalizou as filmagens em fevereiro deste ano.
Para substituir Sacha Baron Cohen, o preferido do músicos remanescentes do Queen e produtores do filme era o ator Ben Whishaw. Mas ele não aceitou o desafio, que em 2017 caiu no colo de Rami Malek. Apesar de não ser necessarimente parecido com Freddie Mercury, o astro de Mr. Robotconseguiu convencer com a caracterização realizada para o filme.
Com ele no elenco, as interrupções diminuíram e o projeto finalmente conseguiu ser concluído. No primerio trailer divulgado na terça-feira (15), é possível observar que o filme tem como foco principalmente a carreira musical de Freddie, Brian May, Roger Taylor e John Deacon.
Sem polêmicas
Se depender dessas primeiras imagens e das declarações dos envolvidos, esta deverá ser uma cinebiografia com mais semelhança com o filme Rockstar do que com o longa que contou a história de Ray Charles.
O ex-diretor Bryan Singer deixou essa impressão em entrevista concedida em 2017.
— Vamos fazer um filme acessível que celebra a música. Um filme para todas as idades, mas que não foge da história.
Mercury terá uma imagem mais polida no filme. Mas Singer diz que o roteiro não exclui completamente as histórias polêmicas.
— Não será só sobre a história negra de Freddie, mas falando nesse assunto, isso também será homenageado. Existe um jeito de fazer isso — sem entrar nos detalhes de como estou fazendo — que foi discutido entre todos os participantes e nós sentimos que será homenageado, mas ao mesmo tempo, é sobre a música.
A cinebiografia está marcada para estrear em 25 de dezembro de 2018 nos Estados Unidos e em 2 de novembro no Reino Unido.
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