Wallace Santos é ouro no arremesso de peso com recorde mundial na classe F55
João Victor Teixeira conquista o bronze também no arremesso de peso, mas na classe T37
Foram seis tentativas para escrever o nome na história do arremesso de peso paralímpico. As primeiras rodadas haviam garantido a liderança parcial, mas foi na última investida que Wallace Santos, ao quebrar o recorde mundial da classe F55, para atletas cadeirantes, garantiu mais um ouro para o atletismo brasileiro nas Paralimpíadas de Tóquio.
O título foi conquistado com a marca de 12,63m, 16 centímetros a mais do que o recorde anterior, pertencente a Ruzhdi Ruzhdi desde 2017. O búlgaro desta vez ficou com a prata (12,19m), e o polonês Lech Stoltman (12,23m) completou o pódio.
Este foi o quarto ouro do atletismo brasileiro nas Paralimpíadas de Tóquio apenas no primeiro dia de competições. Pela manhã, no horário do Japão, Silvânia Costa foi bicampeã do salto em distância T11, enquanto Yeltsin Jacques venceu os 5.000m. Na sessão noturna Petrúcio Ferreira foi bicampeão dos 100m T47, prova em que o Brasil também foi bronze com Washington Júnior.
Na classe T55 do arremesso de peso paralímpico os atletas fazem todos os seis arremessos em sequência antes que a vez passe para o adversário seguinte. Wallace foi o segundo na ordem da final. Começou bem, com um arremesso de 12,15m, que o colocou direto na liderança. Após queimar a segunda tentativa, ele superou a barreira dos 12 metros em três das quatro últimas chances. Na final fez a marca que o consagraria, 12,63m.
Como estava escalado no começo da disputa, Wallace exercitou a paciência e teve que segurar a ansiedade enquanto outros seis adversários - dentre eles Ruzhdi Ruzhdi - estabeleciam suas marcas. Lech e Ruhzdi foram o penúltimo e o último a arremessarem, respectivamente, e subiram para a terceira e segunda posições, sem ameaçar o recorde e o ouro do brasileiro.
Décimo colocado na Rio 2016, Wallace foi campeão nos Jogos Parapan-Americanos de Lima. A lesão dele foi decorrência de um grave acidente de trabalho sofrido em 2007. Ele trabalhava em uma empresa de ônibus e estava embaixo de um macaco hidráulico que não suportou o peso de um dos veículos e cedeu. Ele fraturou uma vértebra da coluna e ficou paraplégico, o que o tornou elegível para competir na classe T55 quando ele conheceu o esporte paralímpico.
João Victor Teixeira é bronze na T37
O Brasil também foi ao pódio no arremesso de peso masculino em outra classe, a T37, para pessoas com paralisia cerebral. João Victor Teixeira, na quinta de seis tentativas, cravou 14,45m, terceira melhor marca da prova, garantindo o bronze. O ouro ficou com Albert Khinchagov, do Comitê Paralímpico Russo, com 15,78m, e a prata com Ahmed Moslah, da Tunísia, com 14,50m.
- Eu estava focando no disco, que é a minha prova principal. Eu estava com o joelho machucado, e dei prioridade ao lançamento. Comecei a treinar quando cheguei aqui. Já era para estar aqui faz tempo, mas testei positivo para Covid no último dia antes de irmos para Hamamatsu. Fiquei duas semanas em casa treinando, triste. Isso sim foi superação. Fiquei ali combatendo a doença.
- Estou orgulhoso de mim. Sou terceiro do mundo numa prova que treinei duas semanas. É muito incrível. Fiz a melhor marca da minha vida. Agora já quero chegar no Brasil treinando o peso, se meu joelho aguentar - disse João.
Havia outro brasileiro nesta prova. Emanoel Victor de Oliveira teve como melhor arremesso justamente o primeiro, com 13,63m. Ele se despediu da competição na sétima colocação.
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