Neto, que matou a própria avó em São Miguel dos Campos, é condenado a 37 anos de prisão
O crime teria ocorrido devido o acusado ser usuário de drogas e, sua avó, ter tentado fazer com que ele largasse o vício
Foi condenado a 37 anos de reclusão, em regime fechado, João Gabriel Silvestre Lopes, acusado de ter matado a própria avó, no município de São Miguel dos Campos, no ano de 2020. O júri ocorreu nessa quinta-feira (20), em Maceió, e contou coma atuação da promotora de Justiça, Adilza Freitas, que representou o Ministério Público de Alagoas (MPAL).
De acordo com as investigações do caso, o crime teria ocorrido devido o acusado ser usuário de drogas e, sua avó, Maria Aparecida da Conceição, ter tentado fazer com que ele largasse o vício. O Conselho de Sentença acatou o crime de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, sem chances de defesa para a vítima e com as circunstâncias agravantes de ter cometido crime de homicídio contra ascendente e maior de 60 anos.
João Gabriel morava na casa da avó com ela e mais dois tios, no entanto, sempre estavam discutindo, segundo a sua genitora, porque ele era usuário de drogas e Maria Aparecida não aceitava. Na madrugada do dia 2, por volta das 5h, quando um dos filhos da vítima entrou em casa encontrou a mãe morta e ensanguentada, com ferimentos provocados por violência extrema. Consta nos autos que ela morreu em decorrência de um “arremesso” feito pelo neto.
Para se safar, segundo a Promotoria, o assassino tentou criar um álibi afirmando que tinha dormido, naquela noite, entre 23 e 00h, na casa de um amigo que morava em frente ao imóvel de sua avó, e acordado entre 10h e 11h do dia seguinte. O que foi desmentido pelo rapaz ao sustentar que ele, de madrugada, teria convidando para usar drogas.
Outro fato que chamou a atenção da vizinhança foi o de que a vítima tinha dois cachorros que se manifestavam caso aparecessem pessoas desconhecidas, o que não ocorreu no dia do crime, levando a polícia a suspeitar que o responsável por sua morte era alguém do convívio e conhecido dos animais.
“Um crime que nos abre grandes reflexões sobre o transviamento que as drogas promovem nos jovens. A idosa, que nada mais queria senão o bem do neto, foi severamente agredida e morta por ele. E não há como reparar a barbárie senão buscando a justiça em respeito às vítimas, em defesa da vida, e dando uma resposta à sociedade que nos cobra e fica vigilante. A condenação do réu põe um fim no luto da família”, evidencia a promotora Adilza.
Veja também
Últimas notícias
Djavan estreia turnê de 50 anos com Allianz Parque lotado em São Paulo
Mais de quatro mil metros de cabos foram furtados no 1º quadrimestre de 2026
Operação Orla Segura recupera cinco motocicletas com queixa de roubo em Maceió
Governo Trump divulga arquivos sobre OVNIs e vida alienígenas com fotos
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 45 milhões neste sábado
Justiça libera produção da Ypê, mas Anvisa mantém alerta sobre produtos
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
