Arapiraca pode perder sede do IC para Palmeira dos Índios
Cessão de pessoal emperra funcionamento na capital do Agreste
Arapiraca pode perder a instalação do Instituto de Criminalística (IC) para Palmeira dos Índios. Apesar de dispor de imóvel alugado pelo governo estadual desde outubro do ano passado, a primeira sede da Perícia Oficial fora de Maceió está prestes a mudar de endereço.
A possibilidade de alteração no projeto de descentralização do IC foi revelada pelo diretor geral da Perícia Oficial de Alagoas (POAL), Manoel Melo, ao repórter Cláudio Barbosa (Rádio Novo Nordeste/7 Segundos).
Segundo as informações divulgadas, a proposta partiu da Prefeitura de Palmeira dos Índios e está sendo avaliada com atenção. “Ela superaria, com muito mais facilidade, essa questão que a Prefeitura de Arapiraca não está conseguindo superar”, disse o diretor da POAL, citando o vice-prefeito Márcio Henrique como interlocutor da oferta.
A questão que o prefeito Rogério Teófilo não consegue viabilizar e que a gestão de Júlio Cézar assegura dispor é a cessão de pessoal. Para o funcionamento do IC em Arapiraca, seriam necessários 18 servidores do município (motoristas, serviços gerais, agentes administrativos), pessoal que a prefeitura alega estar impedida de deslocar por conta dos ajustes em curso, conforme justificativa apresentada, por mais de uma vez e de forma pública, pela prefeitura arapiraquense.
Ainda durante a entrevista, Manoel Melo acrescentou que a POAL tem condições de deslocar peritos para Arapiraca de forma imediata, apesar do sacrifício para a categoria, frisando a necessidade de nomeação dos aprovados em concurso que estão no cadastro de reserva.
Sobre a possível mudança do IC de Arapiraca para Palmeira dos Índios, o diretor geral do Instituto de Criminalística ressaltou que não se trata de “leilão” e que a decisão não cabe somente a ele. “A política de segurança pública do governador Renan Filho é quem vai decidir onde é mais importante descentralizar o IC”, explicou Melo ao repórter Cláudio Barbosa.
O funcionamento permanente de sede da Perícia Oficial na região Agreste, com equipe plantonista, visa atender 52 municípios, inclusive do Sertão, questão que exige solução urgente por motivos técnicos e humanos.
Em nome da “boa doutrina criminalística”, como classificou Manoel Melo, “tempo que passa é vestígio que foge”, frisou sobre o correto exame da cena do crime, por peritos. Além disso, um cadáver exposto em local público, às vezes por horas, atenta contra a cultura de respeito aos mortos, situação que seria minimizada nas cidades mais distantes de Maceió com a descentralização dos serviços da Perícia Oficial de Alagoas.
Veja também
Últimas notícias
Prefeitura leva mais 50 alunos da rede municipal para intercâmbio na Inglaterra
Saúde Até Você oferece 440 consultas especializadas neste sábado em Palmeira
Tia Júlia vistoria obras de 400 casas em Palmeira dos Índios e anuncia entrega
Jovem é preso suspeito de sextorsão e estupro de vulnerável em Maceió
Orquestra Gênesis celebra dez anos neste sábado e domingo em Porto Calvo
Homem é condenado por homicídio cometido há quase 30 anos em São Miguel
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Santa Luzia do Norte registra primeira morte por Coronavírus
