Pais de alunos processam colégio por promover ‘ideologia de gênero’
O Colégio Santo Agostinho, em Minas Gerais, recebeu um processo na Justiça por ministrar aulas com suposta “ideologia de gênero” para alunos das 3ª a 6ª série do ensino fundamental. A ação judicial teve início a partir de um texto realizado por pais e responsáveis dos estudantes. Toda essa história, contudo, não é tão recente assim.
Em abril de 2017, alguns pais questionaram uma peça publicitária com conteúdo de gênero na página do colégio na internet. Não satisfeitos, 84 responsáveis por alunos enviaram uma notificação extrajudicial à Sociedade Inteligência e Coração (SIC), que comanda a instituição, em julho do mesmo ano. Dessa vez, eles questionavam o conteúdo dado em sala de aula. O texto exigia que a escola parasse de ministrar aulas e exibir material didático com conteúdo sobre a chamada “ideologia de gênero” e sexualidade.
Como a notificação serve como apenas um “aviso” para que a instituição resolva o problema antes de entrar na Justiça, o mesmo grupo de pais também fez uma representação no Ministério Público do Estado com a denúncia. Na ação, ele afirma que não obteve uma resposta satisfatória ao questionar a direção da escola, “tendo o colégio respondido apenas com missivas genéricas destinadas a comunidade escolar como um todo, sempre negando a inclusão da “ideologia ou teoria de gênero” em sua proposta pedagógica ou material didático”.
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