Projeto de Teófilo para previdência é considerado ilegal após parecer jurídico da câmara
Decisão final será dos vereadores
A Consultoria Jurídica da Câmara Municipal de Arapiraca avaliou como inconstitucional e ilegal o Projeto de Lei (PL) n0 33/2019, proposto pelo prefeito Rogério Teófilo (PSDB) para tramitação em regime de urgência especial da reforma da previdência municipal. O projeto iria entrar em votação na semana passada, mas os parlamentares decidirão esperar o parecer jurídico.
De acordo com o parecer assinado pelo consultor jurídico da Casa Legislativa, Leonardo Jorge Pereira dos Santos, a consultoria opina por inconstitucional e ilegal o PL uma vez que a proposta não foi instruída com a aprovação prévia da Secretaria da Previdência.
Caso os vereadores decidam pelo processamento da proposta, o parecer orienta o encaminhamento do projeto para a Comissão de Finanças e Orçamento e/ou seja designada Comissão Especial.
O jurídico ressalta que o parecer é instrutivo opinativo e não vinculativo, de modo que não impede a tramitação e aprovação da proposta por parte dos parlamentares.
Ainda não há data para que o PL entre em votação na Câmara. Em relação ao recesso dos parlamentares, o mesmo só deve acontecer após a aprovação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentarias) que deve acontecer até o dia 22 de dezembro.
Entenda a mudança na previdência
O PL pretende alterar a lei municipal 2.675 de 2010, que estabeleceu a criação de um segundo fundo previdenciário, voltado para os servidores admitidos pelo município a partir daquele período, separado do fundo previdenciário dos funcionários mais antigos.
Ou seja, a prefeitura de Arapiraca possui atualmente duas contas previdenciárias. O "fundo velho" é a conta que inclui todos os servidores admitidos no município antes de 2010, incluindo ativos e aposentados. Essa conta, de acordo com o município, é deficitária - o volume de saída de recursos (pagamento de aposentadorias) é maior que o de entrada (contribuição dos servidores ativos) - uma vez que a grande maioria dos aposentados recebe através dela, e, por conta disso, mensalmente a prefeitura precisa fazer complementação orçamentária todos os meses, utilizando recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), motivo pelo qual o salário dos aposentados estaria sendo liberado com atraso.
A segunda conta é o chamado "fundo novo", que recebe a contribuição dos funcionários admitidos na prefeitura a partir de 2010. O número de inativos e pensionistas que recebe por esta conta é pequeno e, portanto, o valor arrecadado mensalmente com as contribuições, faz com que o balanço positivo aumente mês a mês. O PL encaminhado pela prefeitura pretende fazer transferências desse "fundo rico" para o "fundo pobre", ou "fundo velho", no valor de R$ 1,4 milhão por mês.
Veja também
Últimas notícias
Clima Bom recebe ação de cadastramento para regularização fundiária
Colisão entre duas motocicletas deixa dois homens feridos em Piranhas
Prefeitura intensifica serviços de manutenção na orla marítima de Maceió
A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país
Sistema Coletivo do Agreste terá manutenção nos dias 21 e 22 de outubro
Mais dois suspeitos de assalto na Ponta da Terra são presos enquanto planejavam novos roubos
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
