Alagoas ganha laboratório de DNA e deixa dependência em elucidação de crimes
Governador entrega laboratório de Genética Forense nesta sexta-feira (10)
O Estado de Alagoas dá um passo significativo na elucidação de crimes com a inauguração, nesta sexta-feira (10), do Laboratório de Genética Forense. Com laboratório próprio, o Estado deixa de estar na dependência de órgãos em outros estados da federação, ao se credenciar para elaboração de exames genéticos em materiais biológicos oriundos de locais de crime, assim como para a identificação de possíveis autores e de vítimas.
O laboratório de DNA foi equipado com recursos próprios do Governo do Estado no valor de quase R$ 800 mil. O novo espaço conta com um analisador genético de oito capilares, que permite a análise de oito amostras simultâneas, um conjunto de estação de trabalho para genotipagem, conjunto de softwares com sistema proplex, para amplificação do DNA e os reagentes que serão utilizados para as análises.
Segundo Rosana Coutinho, chefe de Perícias de Laboratório, esse processo para implantação do laboratório de genética começou em 2005, quando o Ministério da Justiça patrocinou um curso de especialização em Genética Forense para peritos de todo o Brasil, do qual, três peritos de Alagoas participaram. Mas, como o Estado não possuía laboratório, as amostras biológicas eram analisadas no laboratório de genética da Bahia, nomeada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública como unidade regional do Nordeste.
Depois disso, houve um convênio e um contrato com a Universidade Federal de Alagoas para a realização desses exames, o qual vigorou entre os anos de 2012 a 2016. Nesse período, a Perícia Oficial de Alagoas também contou com a colaboração de outros estados para realizar exames de DNA. A entrega do novo equipamento será feita pelo governador Renan Filho em solenidade que acontecerá às 9h, na sede do Instituto de Criminalística, que fica na Rua do Sol, no Centro de Maceió.
“Agora, com a inauguração do nosso próprio laboratório de Genética Forense, Alagoas deixará de estar na dependência de outros órgãos, realizando os exames genéticos nos materiais biológicos oriundos de locais de crime, tanto para a identificação de possíveis autores, quanto para a identificação de vítimas não identificadas por outros meios”, afirmou a perita criminal Rosana Coutinho.
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