Após quase dois meses, 1º alagoano transplantado de fígado no Estado recebe alta médica
Ele ficou internado na Santa Casa de Maceió durante 57 dias, após passar por um procedimento cirúrgico de alta complexidade
O profissional de educação física Jorge Ricardo Queiroz de Andrade, de 57 anos, primeiro alagoano transplantado de fígado no Estado, recebeu alta médica e retornou ao convívio familiar nessa sexta-feira (9). Ele ficou internado na Santa Casa de Maceió durante 57 dias, após passar por um procedimento cirúrgico de alta complexidade e receber o novo órgão, o que o possibilitou voltar a sonhar com uma vida normal, sem a expectativa e a angústia de ter que encontrar um doador compatível.
Em sua residência, Jorge Ricardo Queiroz de Andrade está se adaptando à nova vida e, ainda em recuperação da complexa cirurgia a que foi submetido, recebe o carinho da esposa e dos filhos. Unidos, eles comemoram o milagre da vida e o fato de o educador físico ter conseguido o tão sonhado transplante e, o melhor, sem ter que sair de Alagoas. “Foi uma luta árdua, dias de grande sofrimento, mas, tive sorte dupla, porque nosso Estado finalmente foi habilitado para realizar o transplante de fígado e fui o primeiro a conseguir um doador compatível”, comemora o profissional de educação física.

Torcedor do Flamengo, Jorge Ricardo Queiroz de Andrade não vê a hora de voltar à normalidade
Flamenguista de coração, ele diz que está seguindo à risca as orientações médicas para que, tudo ocorra bem e, dentro em breve, possa voltar à normalidade. “Estou seguindo uma dieta rígida, passada pela nutricionista, e também as orientações que o doutor Oscar Ferro [cirurgião que fez o transplante] me passou. Quero me restabelecer para voltar a viver normalmente, seguindo sempre o que me for orientado pela equipe médica”, ressalta o profissional de educação física, que foi vítima de cirrose, em decorrência de uma hepatite.
Trabalho Árduo – E a vitória obtida por Jorge Ricardo Queiroz de Andrade ocorreu depois que um trabalho árduo, onde técnicos da Central de Transplantes, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), conseguiram credenciar Alagoas para realizar transplantes de fígado. O novo procedimento passou a ser executado no Estado, graças à Portaria Federal N°313, expedida em 7 de abril de 2020, que habilitou a Santa Casa de Maceió a realizar o procedimento, conforme ressalta o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres.

“Percorremos um caminho longo até que Alagoas foi habilitado, evitando que os alagoanos tenham que migrar para outros Estados” diz Ayres
“Percorremos um caminho longo até que Alagoas foi habilitado para realizar o transplante de fígado, evitando que os alagoanos tenham que migrar para outros Estados. Essa conquista mostra o novo momento da saúde pública estadual, que amplia a Rede Hospitalar, o número de leitos, mas, também, investe na humanização da assistência dos pacientes e na oferta de novos serviços de Média e Alta Complexidade, como o transplante de fígado”, salientou o gestor da saúde estadual.
Para a coordenadora da Central de Transplantes, Daniela Ramos, saber que Jorge Ricardo Queiroz de Andrade já está em sua residência, é o coroamento de todo o trabalho realizado pela Sesau, visando habilitar Alagoas para realizar o transplante de fígado. “Parece ser algo simples, mas, para que nosso Estado fosse habilitado a realizar o procedimento, foi necessário dispor de uma equipe médica qualificada, que atendesse aos pré-requisitos cobrados pelo Ministério da Saúde, o qual faz inúmeras exigências, uma vez que o procedimento cirúrgico é de Alta Complexidade”, ressaltou.

“Foi necessário dispor de uma equipe médica qualificada, que atendesse aos pré-requisitos cobrados pelo Ministério da Saúde”, diz Daniela Ramos
Balanço – Conforme dados da Central de Transplantes de Alagoas, o Estado realizou 26 transplantes este ano, sendo 26 de córnea e um de fígado, que contemplou Jorge Ricardo Queiroz de Andrade. Com relação à fila de espera, atualmente há 327 alagoanos aguardando por um transplante de córnea, 140 por um de rim, três por um novo coração e um espera por um fígado. “Para ser um potencial doador de órgãos, basta comunicar a família o desejo, não sendo mais obrigatório deixar registrado na Carteira de Identidade”, salientou a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas.
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