Após agressão contra criança autista, Cibele volta a defender câmeras obrigatórias em locais de atendimento
Parlamentar defendeu a medida novamente após caso de criança autista agredida por terapeuta
A deputada estadual Cibele Moura se manifestou nas redes sociais sobre o caso da criança autista agredida por uma terapeuta ocupacional em uma clínica de Maceió, que chocou Alagoas nos últimos dias. No vídeo, a parlamentar condena a violência e reforça a importância de seu projeto de lei, apresentado em abril de 2025, que propõe a instalação obrigatória de câmeras de segurança em todos os espaços que atendam crianças e adolescentes no estado.
“Uma profissional foi filmada puxando o cabelo dessa criança. Profissional não. Monstro, bandida. Que precisa ir para a cadeia e pagar caro por isso. E se a gente está conversando sobre isso agora é porque teve filmagem, porque conseguiram gravar”, afirmou Cibele no vídeo.
A deputada destacou que o registro em vídeo foi fundamental para que o caso viesse à tona e para que as autoridades pudessem agir. “Se a gente vai poder colocar essa mulher na cadeia, que é o lugar dela, é porque alguém conseguiu filmar isso. É por isso que eu defendo, desde sempre, que a gente tenha câmeras nesses espaços”, disse.
O projeto de lei apresentado por Cibele Moura determina que todas as instituições públicas e privadas que prestem serviços a crianças e adolescentes — como escolas, creches, clínicas e centros de reabilitação — devem ter câmeras de segurança em áreas comuns e de atendimento, garantindo transparência e proteção tanto aos menores quanto aos profissionais. O texto prevê ainda acesso controlado aos responsáveis, respeitando a privacidade e a integridade das crianças.
A deputada também questionou a resistência de alguns setores à medida:
“Um adulto que é contra ter câmera em um espaço que ele está com criança, ele quer fazer o quê com seu filho? Coisa boa não é não.”
O caso, que ocorreu em setembro, veio à público após a mãe da vítima denunciar a agressão à Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL). As imagens, gravadas pelas câmeras da própria clínica, mostram a terapeuta puxando o cabelo e agredindo a criança, diagnosticada com autismo suporte 2. A profissional foi afastada e o caso está sendo investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente.
Para Cibele Moura, episódios como esse evidenciam a necessidade urgente de políticas de proteção mais rigorosas. “A gente precisa garantir segurança e respeito às nossas crianças. Câmeras não são vigilância abusiva, são instrumentos de justiça e de proteção”, defendeu.
Veja aqui o vídeo da deputada:
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