Colégio de Palmeira alvo de boato promove palestras sofre Fake News
Colégio Cristo Redentor promove debate com alunos e pais para evitar que caso se repita

Duas semanas depois de uma fake news provocar pânico entre pais de alunos do Centro Educacional Cristo Redentor, a direção da escola está promovendo um ciclo de palestras com o tema: "Dos fatos aos fakes: causas, consequências e providências", ministradas por profissionais na área jurídica e de psicologia e segurança.
No último dia 19 de março, um boato disseminado em uma rede social levaram muitas pessoas a acreditarem que dois alunos do Ensino Médio iriam executar um ataque à escola, influenciados pela tragédia de Suzano. Fotografia de um deles usando uma máscara de caveira foi compartilhada junto com frases que incitavam violência para como "prova" de que os adolescentes estariam planejando entrar na escola e matar os colegas. A situação, no entanto, provou ser uma Fake News: a foto do estudante havia sido postada meses antes do ataque à escola no interior de São Paulo e as frases são versos de música retirados de um vídeo publicados em uma plataforma.
Apesar da comprovação de que tudo não passou de um boato, a direção do Cristo Redentor adotou todas as medidas cabíveis: convocou os alunos e os pais deles para prestarem esclarecimentos e acionaram a Polícia Civil e a promotoria da Infância e da Juventude, que solicitou um estudo psicossocial sobre os adolescentes que foram alvo do boato.
"Conforme havíamos anunciado, era necessário dar uma resposta às famílias e a sociedade, bem como aos meios de comunicação [sobre a Fake News]. Vamos continuar incansavelmente fazendo o papel enquanto escola, sempre lembrando e alertando os pais sobre o perigo do uso inadequado das redes de comunicação", informou a coordenadora do colégio, Ana Cristina de Lima Moreira.
O I Ciclo de Palestras do Colégio Cristo Redentor teve início na terça-feira (2), com a participação do presidente da Comissão de Informática Jurídica e Direitos Eletrônicos da OAB, Audenes Antônio dos Santos, que ministrou palestra sobre fake news e as consequências jurídicas; e da professora de psicologia da Ufal, Maria Augusta Costa Santos, que falou sobre aceitação e divulgação de fakes a partir da perspectiva cognitiva e histórica. As palestras foram ministradas para estudantes do 9º ano ao 3º ano do Ensino Médio.
As palestras continuaram a ser ministradas nesta quarta (3), pela manhã, com os alunos do Ensino Fundamental I e a partir das 17h, com os pais dos estudantes. Além dos dois primeiros conferencistas, o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, coronel Wanderley, e a psicóloga Ana Clara Rocha, também irão ministrar palestras sobre o assunto.
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